Contratado pelo Flamengo em 2024, Gonzalo Plata chegou a estar perto do Botafogo. Quem revelou foi Raphael Rezende, ex-coordenador de scout do Glorioso, ao “Charla Podcast”, nesta sexta-feira (29/5). Ele contou que o extracampo pesou para o clube não apostar no atacante equatoriano.
A pergunta para Raphael Rezende foi sobre qual jogador o scout havia indicado e havia explodido em outro clube.
– Obviamente, a gente conversa sobre isso o tempo todo. Acho que o que chama mais a atenção são os que a gente veta e o cara destrói. Por exemplo, tinha um pé atrás com o Plata, extracampo. Mas, tecnicamente, ele tem sido relevante. E a gente tinha uma preocupação com extracampo gigantesca. Em algum momento esteve no radar. O quanto isso é administrável? – indagou.
– Teve uma oportunidade antes de ir para o Flamengo, uma oportunidade da gente fazer, foi muito debatido. Tecnicamente, jogador aprovado. Indiscutivelmente. Porque ele tem esse um contra um, tem essa leveza, tem esse jogo direto, objetivo. Tem a capacidade de se desenvolver na tomada de decisão e no tipo de finalização que ele tem. O que ele vai fazer próximo à área adversária. Então, a gente identificava nele muitas coisas que casavam com o jogo que a gente queria colocar em prática. Mas, por outro lado, havia um pé atrás enorme se ia ser suficiente domar o dia a dia ali para que ele efetivamente fizesse isso no campo. Veio no Flamengo. Mas também tem o extracampo gritando em alguns momentos. Como é que você administra isso? É difícil. O que eu acho? Se você tem margem de erro, que é a maior capacidade de investimento, faz um investimento desses e ele não funciona, cara, dilui, sabe? Mas se você não tem, tem que ser o mais assertivo possível. O ideal é fugir desse perfil – explicou.