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Análise: um deserto de ideias. Faltou tudo ao Botafogo de Chamusca na derrota para o Vasco

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Blog da Redação

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Análise Botafogo x Vasco

Sem organização, sem criatividade, sem intensidade, sem atenção. Assim foi o Botafogo na derrota por 1 a 0 para o Vasco no Nilton Santos. O jogo foi tecnicamente fraco e o time alvinegro não ameaçou o goleiro adversário. O resultado e a atuação fraca aumentou a pressão e as dúvidas sobre o futuro de Marcelo Chamusca no clube.

O treinador pouco mexeu na equipe que venceu o Nova Iguaçu no último domingo. A única mudança foi a entrada de Rafael Navarro no comando do ataque. Recuperado de lesão na coxa, o atacante é hoje um jogador física e mentalmente mais preparado que Matheus Nascimento. Na lateral direita, Warley foi mantido como titular. Se na última partida sua escalação foi justificada pela expectativa de um jogo de ataque contra defesa, contra o Vasco suas deficiências defensivas geraram questionamentos quanto a sua presença em campo. Oficialmente, o titular Jonathan foi poupado pelo excesso de jogos.

Análise Botafogo x Vasco

O primeiro tempo se desenhou com o Vasco dominando a posse de bola e forçando o jogo pelas laterais. O Botafogo mostrou dificuldade em colocar a bola no chão e errou várias vezes a saída de bola, concedendo contra-ataques ao adversário. Além da lentidão, a falta de aproximação e bom posicionamento foram problemas para o time desenvolver melhor seu futebol. Com pouco espaço pela faixa central, Ronald foi a melhor alternativa de ataque. O jogador de velocidade teve espaço nas costas do lateral Zeca, mas foi pouco acionado e sofreu com a falta de companhia.

No meio-campo, o Alvinegro teve pouco a bola nos pés de seus jogadores mais criativos. Em má fase, Matheus Frizzo teve nova atuação discreta, marcada por pouca intensidade e erros de passe. Pedro Castro foi o meia que mais buscou o jogo, procurando o lado esquerdo para fugir da pressão e fazer um jogo mais associativo com Paulo Victor e Marco Antônio. Preocupados com as descidas dos pontas adversários, os laterais contribuíram pouco para a construção ofensiva do Botafogo.

Depois de um começo de pressão vascaína que resultou em finalizações de fora da área e cruzamentos perigosos, a marcação alvinegra se encontrou em campo e o time equilibrou o jogo a partir da segunda metade da etapa inicial. Embora o Botafogo não tenha criado chances de gol, tampouco o Vasco incomodou a exibição segura da dupla Kanu e Sousa. O intervalo veio em bom tempo para o treinador tentar organizar o ataque alvinegro, que foi limitado a passes longos e jogadas individuais de Ronald.

Contudo, logo no primeiro minuto do segundo tempo, foi justamente o jovem zagueiro Sousa quem errou e ofereceu o gol que abriu o placar para o Vasco. Bola perdida na sempre hesitante saída de bola e gol de bandeja para Germán Cano. Além do erro individual, o lance expôs também a total ausência de organização e padrão para criar linhas de passe, o que simplificaria o jogo e facilitaria a tomada de decisões.

Análise Botafogo x Vasco

Após o gol, Chamusca colocou Ênio no lugar de Romildo. Romildo não conseguiu dar corpo ao meio-campo ou sustentação à posse de bola alvinegra e foi figura apagada. Ênio, que tem entrado bem nos últimos jogos e merecido mais minutos em campo, ganhou mais confiança com o treinador. Pedro Castro foi recuado para sua posição e função de origem. O meia joga melhor como organizador, jogando de frente para o ataque, do que no papel de armador. Para a função de articulador, falta ao Botafogo um jogador com características para explorar espaços entre as linhas de marcação.

Ricardinho e Felipe Ferreira substituíram Frizzo e Marco Antônio. Com as mudanças, o Botafogo equilibrou a posse de bola, mas não foi capaz de criar oportunidades de gol. Sem criatividade, o time acumulou erros de passe, lançamentos sem destino e jogadas individuais forçadas. A melhor chance criada no segundo tempo foi com Ronald enfrentando a marcação pela direita até ser derrubado pelo marcador vascaíno, em lance que o árbitro mandou seguir. A equipe nem sequer procurou estabelecer como estratégia os cruzamentos para explorar a principal deficiência do adversário. Dessa forma, o resultado foi fiel a um jogo de pouca inspiração de lado a lado, decidido em um erro.

Análise Botafogo x Vasco

No próximo sábado (22), os dois times voltam a se enfrentar em São Januário para definir o vencedor da Taça Rio.

Fonte: Redação FogãoNET

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