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Análise: filme repetido. Botafogo tem bons momentos diante do Red Bull Bragantino, mas deixa a vitória escapar mais uma vez

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Blog da Redação

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Elenco em Red Bull Bragantino x Botafogo | Campeonato Brasileiro 2023
Reprodução/Premiere

O Botafogo perdeu a liderança do Brasileirão depois de 31 rodadas. E, mais uma vez, o roteiro do final da temporada alvinegra foi muito cruel com o torcedor. O Glorioso saiu atrás no placar, virou o jogo ainda no primeiro tempo e Lucio Flavio fez bons ajustes na equipe durante a etapa final para controlar o Red Bull Bragantino e alcançar a sonhada vitória. No entanto, nos acréscimos, o gol de empate do adversário deixou um sabor amargo na boca do botafoguense. Na sequência de seis jogos sem vencer, foi a quarta vez que o time saiu na frente e não foi capaz de segurar o resultado. O Alvinegro espera a chegada do treinador Tiago Nunes para as cinco rodadas finais do campeonato.

No último jogo antes de deixar a função de treinador-interino, Lucio Flavio voltou à escalação padrão, desfazendo as mexidas do duelo contra o Grêmio. Marçal e Eduardo voltaram ao time nos lugares de Hugo e Danilo Barbosa. Tiquinho Soares também retornou à equipe após cumprir suspensão automática. Com uma média de idade de 30,6 anos no time titular, enfrentando um adversário de 25,1 anos em média, Lucio apostou em uma estratégia inicial errada de disputar um jogo aberto de transições em velocidade.

Análise Red Bull Bragantino x Botafogo

Primeiro tempo

O domingo de calor e sol forte em Bragança Paulista foi mais um complicador para o Botafogo que vem demonstrando sinais claros de cansaço na reta final de temporada. A soma do calor com o desgaste físico é ainda mais determinante para uma equipe desorganizada. Sem padrão de jogo, movimentações automatizadas, corre-se mais, corre-se errado e o desgaste é maximizado.

O Red Bull Bragantino precisou de apenas dois minutos para aproveitar a desorganização alvinegra. O Glorioso desperdiçou um ataque com Júnior Santos e Eduardo em lance de evidente desentrosamento. O meia não esperava receber a bola e se livrou dela de qualquer forma. No contra-ataque, Eduardo Sasha teve total liberdade para dominar, girar e conduzir sem ser pressionado. O adversário explorou com Vitinho a fragilidade defensiva de Di Placido no um contra um, evidenciada no jogo contra o Grêmio. No rebote da finalização na trave do ponta, Thiago Borbas completou para o gol vazio.

O treinador português Pedro Caixinha identificou as deficiências do Botafogo e armou sua equipe para castigá-las. Como um meia por trás do centroavante, Sasha jogou sem ser incomodado entre as linhas de marcação alvinegras. Os paulistas usaram bastante as bolas longas para atacar as beiradas do campo em profundidade. O colombiano Mosquera pela direita e Vitinho pela esquerda levaram a melhor sobre a marcação com frequência. Marçal foi um destaque negativo no primeiro tempo: errou todos os cruzamentos e lançamentos que tentou, acertou apenas 38% dos passes (5/13) e perdeu a posse de bola 16 vezes.

O Botafogo perdeu Tiquinho por lesão aos 20 minutos. Diego Costa foi o substituto e deu mais luta ao ataque. No entanto, o jogo do time foi pautado pelo desespero de um time destreinado que não tem alternativas coletivas para chegar ao gol. Sem jogadas treinadas, a esperança eram as iniciativas individuais e lançamentos forçados. Mas o futebol não é uma ciência exata. Aos 34 minutos, em um desses passes forçados, Tchê Tchê encontrou Victor Sá na esquerda e o ponta acertou um chute de fora da área no canto, surpreendendo o goleiro Cleiton e empatando o confronto.

O gol recolocou o time no jogo e impulsionou a combalida confiança dos jogadores. Durante a parada técnica, instantes antes do gol de empate, Lucio Flavio conseguiu melhorar a compactação do time para tirar os espaços na defesa e sustentar o jogo ofensivo. Dois minutos depois do empate, o Botafogo conseguiu boa troca de passes no lado esquerdo do ataque, com Diego no pivô e Eduardo jogando de primeira. Depois de um cruzamento de Victor Sá, Eduardo apareceu na área para aproveitar o erro de Juninho Capixaba e virar o jogo para o Alvinegro.

Segundo tempo

O Botafogo tentou manter a compactação defensiva na segunda etapa, mas perdeu a pegada na marcação. Assim, o Bragantino se impôs no campo de ataque e criou oportunidades de finalização. Nos primeiros dez minutos de jogo, foram cinco chutes e 82% de posse de bola para os donos da casa. Para recuperar a agressividade, Lucio Flavio mexeu logo aos 12 minutos. Entraram Danilo Barbosa, Gabriel Pires e Diego Hernández nos lugares de Tchê Tchê, Eduardo e Júnior Santos.

A primeira boa chegada do Glorioso no segundo tempo foi aos 19 minutos. Depois de mais uma boa jogada de pivô de Diego Costa, Diego Hernández parou em defesa de Cleiton e Gabriel Pires esteve perto de marcar no rebote. O Botafogo lidou bem com a pressão do adversário e cresceu após as substituições, conseguindo ser mais ativo na disputa pelo controle do ritmo do jogo e encaixando bons contra-ataques com Victor Sá pela esquerda.

O Red Bull Bragantino fez suas cinco trocas durante os minutos 15 e 25 do segundo tempo, mudando radicalmente o sistema de jogo e lançando o time ao ataque. A aposta arriscada de Caixinha não resultou em campo no volume de jogo esperado. O Alvinegro teve bom desempenho tático para segurar o ímpeto ofensivo do time da casa, mas também apresentou uma postura que não teve nos jogos recentes em que não soube administrar vantagens.

Análise Red Bull Bragantino x Botafogo

Hugo substituiu Victor Sá na última substituição do jogo. Tentativa de Lucio Flavio de reforçar a marcação nas laterais para impedir cruzamentos na área. A defesa alvinegra fazia bom jogo na defesa da área até os 50 minutos do segundo tempo. Nos acréscimos, pelo lado esquerdo do sistema defensivo, Hugo não evitou o cruzamento, Cuesta permitiu a antecipação de Thiago Borbas e o Bragantino empatou.

Números do jogo: (Sofascore)

Posse de bola – RBB 65% x 35% BOT
Passes certos – RBB 381 (80%) x 150 (58%) BOT
Finalizações – RBB 25 (7 no gol) x 11 (4) BOT
Gols esperados (xG) – RBB 2.87 x 0.89 BOT
Finalizações dentro da área – RBB 10 x 6 BOT
Grandes chances criadas – RBB 3 x 2 BOT
Grandes chances perdidas – RBB 1 x 1 BOT
Cruzamentos – RBB 6/34 (18%) x 3/12 (25%) BOT
Bolas longas – RBB 27/59 (46%) x 22/76 (29%) BOT
Desarmes – RBB 11 x 21 BOT
Interceptações – RBB 7 x 10 BOT
Cortes – RBB 12 x 34 BOT
Disputas de bola vencidas – RBB 58 x 61 BOT
Disputas aéreas vencidas – RBB 17 x 22 BOT
Faltas – RBB 12 x 16 BOT
Cartões amarelos – RBB 2 x 1 BOT

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