Breve introdução: esse texto não avaliará desempenho do Botafogo, qualidade do elenco, postura do time ou decisões do treinador, apenas os erros crassos de arbitragem contra o clube. Dito isso, o FOGÃONET levantou que no mínimo 6 pontos já ficaram para trás em decisões equivocadas de árbitros.

Com eles, o Botafogo teria 20 pontos, mesmo número dos vice-líderes Atlético-MG e São Paulo (este beneficiado contra o Botafogo).

Não dá mais para se segurar na muleta de “Ah, mas o time é fraco”. Pode até ser, mas exatamente por isso precisa de arbitragens justas, não tendenciosas. Não é sempre que o time conseguirá vencer o adversário e o árbitro, como fez na final do Carioca, em que o juiz não deu dois pênaltis para o Botafogo.

Veja abaixo os jogos em que o Botafogo foi prejudicado:

4ª rodada: Cruzeiro 1 x 0 Botafogo (Saldo: – 1 ponto)
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho (SP)
Auxiliares: Rogério Pablos Zanardo (SP) e Daniel Luis Marques (SP)

O juiz deixou de marcar pênalti de Dedé, que cortou a bola com o braço na área nos acréscimos. O vice-presidente de comunicação do Botafogo, Marcio Padilha, protestou no Twitter.

7ª rodada: Botafogo 1 x 1 Vitória (Saldo: – 2 pontos)
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Danilo Ricardo Simon Manis (SP).

O juiz não marcou pênalti claro sobre Kieza nos acréscimos. O Botafogo reclamou nas redes sociais do Estádio Nilton Santos.

8ª rodada: São Paulo 3 x 2 Botafogo (Saldo: – 1 ponto)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (Fifa/GO)
Assistentes: Fabricio Vilarinho (Fifa/GO) e Bruno Raphael Pires (Fifa/GO)

A arbitragem inventou pênalti de Igor Rabello em Everton, no qual o zagueiro foi só na bola. Jucilei agrediu Matheus Fernandes com cotovelada na nuca e nem falta foi marcada. O gerente de futebol Anderson Barros reclamou em entrevista, assim como o técnico Alberto Valentim.

11ª rodada: Bahia 3 x 3 Botafogo (Saldo: – 2 pontos)
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho (SP)
Assistentes: Daniel Luis Marques (SP) e Daniel Paulo Ziolli (SP)

O ápice: pênalti inventado, expulsão injusta, arbitragem caseira, não aplicação de cartões para o Bahia, não dar falta em Pimpão no segundo gol, não dar falta em Luiz Fernando na ponta esquerda e inventar infração de Brenner que sairia na cara do gol no fim. O Botafogo só reclamou no Twitter e na entrevista de Alberto Valentim.

A coincidência (ou não) é três arbitragens paulistas e um jogo contra clube paulista nas quatro partidas “manchadas”. Assim como ser prejudicado duas vezes contra baianos.

Veja o que aconteceu com o Flamengo: na primeira rodada teve um pênalti mal marcado e expulsão equivocada de Everton Ribeiro. No mesmo jogo já foi “compensado”, com gol em nítido impedimento. Depois não teve mais arbitragens contrárias e ainda foi beneficiado contra Corinthians (jogo acabou com a bola no pé de Roger, pronto para finalizar) e Fluminense (pênalti em Jadson). Ou o Botafogo se posiciona de forma firme, ou vai continuar sendo o coitadinho da história.