Esse post não é sobre política. É sobre bom senso, algo que tem faltado ultimamente em todas as áreas. É difícil achar algum argumento a favor da retomada apressada do possante Campeonato Carioca. Em meio ainda aos altíssimos números de casos e mortes provocados pelo novo coronavírus, a grande maioria dos clubes do Rio achou por bem voltar às pressas, de qualquer maneira, como se o mundo acabasse semana que vem.

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Nesta quarta-feira, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde, o Brasil atingiu a marca de 46.510 mortes provocadas pela Covid-19. Você, torcedor, consegue imaginar um Estádio Nilton Santos lotado de mortos? É esse o grau de comparação que podemos estabelecer.

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Ao que parece, já passamos pela fase mais aguda da doença. As autoridades começam a planejar relaxamento das medidas de isolamento social, liberando o comércio, atividades ao ar livre, etc. Mas tudo carece de muito cuidado. Restaurantes e boa parte do comércio estão fechados ainda no Rio de Janeiro. Escolas e faculdades ainda parecem longe de serem reabertas.

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Além do bom senso, falta sensibilidade, principalmente ao clube da beira da Lagoa. Carlos Augusto Montenegro, membro do Comitê Executivo do Botafogo, é um dos maiores críticos da atitude dos coirmãos e tem proferido declarações fortes. Dá para entender completamente o sentimento de indignação dele.

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Não há argumentos

Se faltam argumentos para voltar o Carioca agora, sobram argumentos contra. Por que tanta pressa? Por que jogar já nesta quinta-feira um Bangu x Flamengo sem público, sem TV, ao lado de um hospital de campanha no Maracanã com pessoas internadas por causa da Covid-19?

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Por que o Carioca será o primeiro Estadual a voltar, se o Rio de Janeiro é o segundo com o maior número de casos e mortes? Por que competições em estados com uma situação bem melhor da doença, como Santa Catarina e Rio Grande do Sul, só retornarão em meados de julho e o Rio volta agora?

Por que terminar o campeonato agora e depois ficar um mês parado até a volta das competições nacionais, como o Brasileirão? Por que colocar em ação times menores, com poucos recursos, estrutura precária, com poucos dias de treinamento, para atuar e ter seus atletas sob risco de sofrerem lesões?

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Botafogo e Fluminense estão certíssimos em não aceitar voltar. E estiveram certos em não retomar os treinamentos enquanto a doença ainda estava no pico. Não havia calendário estipulado para retorno dos jogos. Não havia como Botafogo e Fluminense adivinharem. A saúde deve ficar em primeiro lugar, sempre. Ferj e os demais clubes rasgam qualquer documento ou lei. Afrontam o bom senso.

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Após o Caixão-2002, o Coronão-2020

Há 18 anos, a Ferj já tinha cometido outro papelão, ao organizar o que ficou conhecido como Caixão-2002, obrigando os clubes grandes a participarem de um Estadual esvaziado com times alternativos enquanto eram disputados os regionais – no caso, o Torneio Rio-São Paulo. Depois do Caixão-2002, vem aí o Coronão-2020. O Botafogo faz muito bem em não participar disso.

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O futuro dirá que o Botafogo estava no lado certo da história.

Saudações alvinegras!

Fonte: Redação FogãoNET
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