Entrevista de Textor a jornal francês reforça nível de envolvimento dele com Botafogo; precisamos unir forças e remar junto

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Entrevista de Textor a jornal francês reforça nível de envolvimento dele com Botafogo; precisamos unir forças e remar junto
Vitor Silva/Botafogo

No Botafogo, já gastei duas vezes o que me foi pedido. Quando você começa a tomar decisões para um time, se você vê que 10 ou 20 milhões você pode ir mais alto, você se apaixona pelo processo e gasta mais do que o planejado. Isso viralizou no Brasil e estou gastando muito mais. E levei jogadores que eu não precisava (risos).

A declaração de John Textor na entrevista ao jornal francês “L’Équipe” nesta segunda-feira (1/8) gerou em parte da torcida uma interpretação de que o acionista da SAF do Botafogo havia se arrependido de ter feito algumas contratações. Tanto que o próprio Textor foi às redes sociais horas depois para esclarecer a questão, dizendo que apoia todos os atletas que chegaram.

Com o Botafogo ainda patinando na temporada, a galera tem ficado na bronca e críticas são vistas para todos os lados, atingindo as mais diversas pessoas. Mas é preferível dar uma interpretação positiva às palavras de Textor. Ele deixa claro que, no Glorioso, precisou se envolver mais, até pelo estado que ele encontrou o clube, se apaixonou pela torcida e pela Estrela Solitária e acabou gastando mais do que havia sido solicitado.

Nesse trabalho de reconstrução, com novas pessoas e novas ideias, é normal que erros aconteçam. Ninguém vai contratar 15 jogadores e acertar nos 15. Isso não acontece em clube nenhum. Mas hoje a torcida do Botafogo consegue ter um norte, o Glorioso consegue se planejar, arcar com o necessário e pavimentar seu caminho.

Dá para imaginar hoje o Botafogo sem o aporte de Textor? Qual cenário encontraríamos na Série A? Complicado. A campanha no Brasileirão poderia ser melhor? É claro. Luís Castro cometeu erros? Claro, quem não comete? Precisamos ainda de reforços? Sem dúvida! Mas agora o caminho parece ser claro: confiar no projeto, sem deixar de sermos vigilantes.

O Botafogo hoje tem salários em dia, um elenco que dá condições de fazer uma campanha segura na Série A – apesar de tantos problemas com lesões, o que é algo que com certeza está sendo cobrado -, um treinador respeitado no mundo todo e respaldo da grande maioria da torcida. Nosso papel a curto prazo? Colocar um grande público contra o Ceará, somar forças e remarmos juntos.

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