A saída de John Textor da SAF do Botafogo deve gerar mudanças no estilo de jogo da equipe. Foi o que afirmou o jornalista Bernardo Gentile, em live no canal Arena Alvinegra, na tarde desta sexta-feira (29/5). A tendência é a estratégia ser modificada.
– Todo mundo sabe que Textor era Botafogo Way de qualquer jeito, né? Essa desgraça de Botafogo Way. Tchau, Textor. Acabou. O Textor foi embora. A obrigação pelo Botafogo Way vai junto com ele. “Ah, quer dizer que a gente não vai jogar bonito? Que a gente não vai jogar com a bola?” Depende. Não é mais uma obrigação. O técnico sinalizou com alternativas em recentes entrevistas dele, falando de um jogo mais direto, de não necessariamente ser tipo o Martín Anselmi, que tem que ficar com a bola. Se fosse o Anselmi aqui e não o Franclim, o Botafogo Way do Textor foi embora, mas o Anselmi estava aqui. O Franclim não é tão radical nesse sentido. Não é obrigatório o Botafogo ficar com posse de bola. Se ele pegar um time que quer muito a posse de bola, ele vai ter alternativas. Ele vai buscar um jogo mais direto e está tudo certo – contou Bernardo Gentile.
– Uma coisa que me agradou muito, confesso que eu sou fã e defendo isso aqui, vocês sabem disso, é “porrada futebol clube”. Eu falo isso o tempo todo aqui e parece que a gente vai por um perfil, não exatamente esse, lógico que pode acabar contratando um baixinho habilidoso aqui e tal, mas de maneira geral… Eu acho que está faltando, eu acho que a gente vai por esse caminho se não houver grandes mudanças nas pessoas que estão no Botafogo hoje. As pessoas que estão no Botafogo hoje entendem que o Botafogo vai competir mais se tiver jogadores mais físicos e um estilo de jogo de mais combate e mais direto. Não necessariamente o Botafogo Way. Esse Botafogo Way, que está todo mundo acostumado nos últimos anos, que alguns gostavam e a maioria não, eu acho que a maioria pode respirar aliviada. A gente não está mais nessa ditadura filosófica em que a gente é obrigado a viver desse Botafogo Way – acrescentou.
De acordo com o jornalista, o Botafogo com Franclim Carvalho pode ir na linha de Artur Jorge, técnico campeão pelo clube em 2024.
– Por exemplo, a gente pode muito mais ver um jogo de futebol do Artur Jorge. O futebol do Artur Jorge não era o Botafogo Way, isso dito pelo próprio Textor. O Textor depois dos títulos de 24 fala assim “mas não era o que eu queria ainda. Vamos mudar em relação a algo que eu quero ainda mais”. Você percebe que isso aí era uma questão para ele, que ele era ainda mais radical do que se imaginava. E o Artur Jorge, por exemplo, era um cara muito mais rock’n’roll, né? Tipo assim, se tiver que criar as oportunidades através da posse de bola, show! Temos bola, temos futebol, temos ideias pra isso. Mas se eu tiver a chance de um contra-ataque, não tem por que eu não ser rápido e direto para chegar no gol. E o Franclim é da mesma escola, entende de futebol muito parecido com o Artur Jorge. Até a gente está vendo, por enquanto aqui ele tenta fazer isso. Evidentemente, são outros elencos, outros jogadores, e aí cada um vai se adaptando ao que tem. Mas a ideia de jogo é de fato muito parecida – concluiu.