Episódio com a Ferj expõe problema no Botafogo; política do futebol brasileiro é complexa

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Episódio com a Ferj expõe problema no Botafogo; política do futebol brasileiro é complexa
Vitor Silva/Botafogo

O episódio do cancelamento da pré-temporada nos Estados Unidos por conta de uma possível punição da Ferj, explicada aqui no FogãoNET – expôs um problema importante neste novo Botafogo. Falta uma pessoa experiente para ajudar John Textor a entender como funciona o nosso complexo futebol brasileiro.

A política nas entidades que regem o nosso futebol é complexa e cheia de vícios. Pessoas vão se perpetuando no poder. Por isso, as coisas por aqui demoram a melhorar – ou ficam na mesma. Mais do que entender esse processo, o Botafogo precisa de uma espécie de “representante político” junto às federações e confederações.

Parece mesmo faltar uma espécie de “CEO do Futebol” do Botafogo, alguém para aconselhar diretamente John Textor. E aqui não se trata de uma crítica a André Mazzuco ou Thairo Arruda, que fique claro. O atual diretor executivo de futebol já tem muito trabalho na gestão do elenco, contratações, renovações, etc… E o diretor-geral da SAF está envolvido em coisas mais amplas, de cunho financeiro e operacional.

John Textor veio de uma outra cultura. Nos Estados Unidos, há ligas fortíssimas, com os clubes tendo voz. Por aqui, sabe-se que não é assim. Apesar do esforço em se criar uma Liga, não há nem e se vislumbra no momento uma união. E as federações ficaram ainda mais fortes, dado o atual momento frágil da CBF.

Prova disso é que o Ranking da CBF deixou de dar vagas na Copa do Brasil, aumentando a necessidade dos clubes de levarem a sério os Estaduais – explicamos aqui. Essas competições ocupam um longo tempo no calendário, não atraem mais a atenção de outras décadas, mas ganharam importância agora.

O Botafogo já sabia há muito tempo da punição que a Ferj impõe aos clubes que não usarem os titulares a partir da quarta rodada. A viagem para Londres após o Brasileirão acabou “atrasando” o planejamento por conta das férias obrigatórias. Erros vão acontecer devido ao “choque de realidade” que Textor viveu e continuará vivendo no Brasil. Mas é preciso minimizá-los.

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