Além da desvantagem com a derrota em Montevidéu por 1 a 0 no primeiro jogo, o Nacional-URU vive uma crise antes de decidir uma vaga para as quartas de final da Copa Libertadores contra o Botafogo, dia 10 de agosto, no Estádio Nilton Santos. E ela envolve jogadores, calendário e, principalmente, grana.

Segundo a imprensa uruguaia, os jogadores estão há praticamente três meses sem receber salários. A diretoria do clube esperava receber um pagamento de US$ 140 mil (R$ 440 mil) da Conmebol referente à premiação pela classificação para as oitavas de final para quitar um mês ou um mês e meio dos vencimentos. O dinheiro, pelo visto, chegou só na quarta-feira.

“Foi como havíamos falado: quando chegasse o dinheiro da Conmebol, ele iria cair na conta dos jogadores, o que aconteceu hoje (quarta)”, afirmou o presidente do Nacional, José Luis Rodríguez, à Rádio Sport 890.

Capitão do Nacional, Polenta deu entrevista para explicar a situação (Reprodução)

Capitão do Nacional, Polenta deu entrevista para explicar a situação (Reprodução)

Por conta dos atrasos, os jogadores decidiram não se concentrar nesse período de treinos, em um hotel no subúrbio de Montevidéu. Mesmo com a afirmação do presidente de que os pagamentos foram quitados, ainda não houve a confirmação de que os jogadores irão se concentrar. Em entrevista ao canal Telemundo, o capitão Diego Polenta explicou a situação:

“É uma dívida que existe já há algum tempo. O elenco chegou a um acordo e os dirigentes entenderam a situação. Continuamos treinando, mas sem concentrar. Se quitarem parte da dívida, vamos voltar a concentrar, mas não creio que vai ser assim, porque as gestões são complicadas”, disse, na segunda-feira.

Sem dinheiro, o Nacional também teve de enxugar o elenco para tentar reduzir a folha salarial. O “Ovación”, do principal jornal uruguaio, o “El País”, relata que o clube já economizou US$ 140 mil mensais (R$ 440 mil) com as saídas de Brian Lozano, Sergio Otalvaro, Santiago Romero, Matías Malvino, Juan Cruz Mascia, Nicolás Prieto e Mathías Olivera.

Ao mesmo tempo, eles continuam na busca por um lateral-direito, e nesta quinta surgiu o nome de Agustín Sant’Anna, do Cerro-URU.

Até para jogar está difícil…

Por conta do calendário uruguaio, o Nacional não joga desde o dia 16, quando venceu o Defensor Sporting na final do Torneio Intermedio. Portanto, serão 26 dias sem jogos oficiais até o duelo contra o Botafogo. Para manter os jogadores em ritmo, a diretoria tentou marcar amistosos, mas até para isso tem encontrado dificuldades.

Na última quarta, estava previsto um jogo-treino contra o Deportivo Maldonado (URU), mas a atividade foi cancelada por causa do mau tempo. Já o amistoso contra o Boca Juniors, marcado para este sábado, às 20h, em Ciudad del Este, no Paraguai, quase foi cancelado, mas vai acontecer. Os jogadores embarcarão na sexta-feira à noite, em vôo fretado.

Depois, o Nacional fará mais um amistoso, contra o Banfield, da Argentina, no dia 3 de agosto, às 20h (locais), no Estádio Artigas, em Paysandu (URU).