Pitacos: Botafogo ainda tem erros, mas evolui após saída de Chamusca; time ganha organização e variação tática com Enderson

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Blog da Redação

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Elenco - Botafogo x CSA
Vitor Silva/Botafogo

* No segundo jogo após a chegada de Enderson Moreira, a segunda vitória. Nada de encher os olhos ou encantar, mas já é possível ver um Botafogo diferente dos tempos de Marcelo Chamusca em alguns aspectos, além do espírito competitivo e brigador mostrado diante do CSA.

* Um deles é a organização defensiva. O time está mais encorpado, não tem vergonha de baixar as linhas para bloquear espaços dos adversários e oferece menos chances. A maioria das alterações de Enderson até agora foi defensiva, praticamente admitindo que era para segurar o placar. Segurou. Com Chamusca, a equipe parecia ter dúvida entre buscar mais um gol ou amarrar o jogo, não fazia uma coisa nem outra e saía com resultados frustrantes.

* É preciso falar também das variações táticas do novo treinador. Na vitória por 2 a 0 sobre o CSA, surpreendeu ao prender Daniel Borges pela direita e soltar Guilherme Santos quase como um ponta no primeiro tempo, com Gilvan abrindo pela esquerda. Estivesse Diego Gonçalves mais inspirado, daria ótimo resultado, porque teve diversas oportunidades no mano a mano. Diante do Confiança, Enderson mudou o esquema para um 4-1-4-1 no segundo tempo, mas foi prejudicado pela expulsão de Warley.

* Com Enderson, os laterais melhoraram. Daniel Borges não aparece tanto, mas é importante na saída de bola é fundamental na parte defensiva. Fecha bem seu lado e entra na área para cortar diversos ataques e cruzamentos perigosos. Guilherme Santos contra o Confiança praticamente só marcou, já contra o CSA avançou mais e esboçou algumas boas jogadas.

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* Mais uma diferença em relação aos tempos de Chamusca é que jogadores muito utilizados pelo ex-treinador agora nem entram. Felipe Ferreira, Marcinho, Ricardinho e Rafael Carioca perderam espaço. Por outro lado, Matheus Frizzo, Ênio, Romildo e Kayque voltaram a ter chances.

* O que precisa melhorar? Principalmente a parte ofensiva e a saída da defesa para o ataque. O Botafogo continua lento, espaçado e com pouca movimentação. Isso tem que ser corrigido, mas está claro que Enderson teve pouco tempo para treinar. A dupla de volantes com Barreto e Pedro Castro, por exemplo, parece não funcionar, por ter pouca mobilidade, dinâmica e construção de jogo.

* Ele terá como desafio também criar soluções ofensivas para o segundo tempo. Até agora, só segurou resultados. Mas haverá jogos em que será necessário buscar o gol. Rafael Moura nem de longe entrega o mesmo que Rafael Navarro, que briga, cria espaços, se movimenta e aparece para finalizar. Ênio pode criar alternativas, mas ainda tem uma diferença de nível físico em relação aos profissionais, o que é natural. É preciso ter mais opções.

* O Botafogo passou a ter jogadores mais confiantes também, como Diego Loureiro, Daniel Borges, Lucas Mezenga, Gilvan, Chay (merecia o golaço) e Rafael Navarro. Marco Antônio some por vezes dentro dos jogos, mas é importante por participar com frequência de gols, além de estar ajudando na parte tática. Pedro Castro e Diego Gonçalves podem apresentar mais, especialmente esse segundo, que tem força e velocidade. A impressão é que às vezes falta concentração e eficiência a ele.

* Enderson terá um teste mais duro sábado, contra o Vasco, um adversário mais forte, intenso e que briga pelo G-4, diferentemente de CSA e Confiança. Se vencer, o Botafogo entra de vez na busca pelo acesso.

Fonte: Redação FogãoNET

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