* Está lá. Eliminado na “pré-Libertadores“, nas quartas de final do Campeonato Carioca e na quinta fase da Copa do Brasil para a Chapecoense, o Botafogo está fora também da Copa Sul-Americana. Desta vez, para o Cienciano.
* Essa última conta pode ser dividida. O primeiro responsável é Franclim Carvalho, que foi de peito aberto na altitude, seja por arrogância, desconhecimento ou erro de estratégia. O que passa também pelo comando do futebol. Não tem um dirigente ali para definir melhor esses planos junto com o treinador?
* A zona interna começou a influenciar já naquele momento. Pesou mais ainda na demora em demitir Franclim, em não dar pelo menos dois dias de treino a Rodrigo Bellão e na escolha polêmica de “novos nomes” para o futebol. A semana caótica refletiu dentro de campo. Como era de se esperar.
*Ainda teve a arbitragem. O Botafogo foi garfado na ida e na volta para o Cienciano (!). Se as decisões são contra você nesse nível de jogo, imagina se enfrentasse um adversário de mais peso?
* O surreal na ida foi gol de mão validado. Na volta, foi um show de horrores. Anulação de pênalti por falta mínima de Vitinho, possibilidade de expulsão em lance que machucou Warleson ignorada, laterais e escanteios alterados, pouco acréscimo no primeiro tempo. Teve até um cartão vermelho que não foi dado porque o árbitro viu que seria o segundo amarelo e desistiu.
* E ainda houve o fator Arthur Cabral. O centroavante viveu uma noite pavorosa, com pelo menos cinco chances de gol perdidas. Uma delas sem goleiro, quase embaixo das traves, na qual ele furou. Cabral foi alvo de protestos, com toda razão.
* Imagina um cenário em que Arthur Cabral fizesse os dois gols que perdeu no início. Antes dos 25, já estaria 3 a 0. O estádio pulsaria, a torcida jogaria junto, o Cienciano se tremeria. Nesse mesmo cenário, imagine um árbitro justo, que expulsasse um atleta peruano e marcasse um pênalti para o Botafogo no segundo tempo. Poderia ser 4 a 0 e um atleta a mais aos cinco minutos da etapa final. A virada seria possível. Não foi.
* É até injusto fazer críticas a Rodrigo Bellão. Técnico do sub-20, teve um dia para treinar e foi jogado aos leões. A impressão é que precisa “só” reverter um 6 a 1 e ganhar dos três primeiros colocados do Campeonato Brasileiro para, talvez, ser efetivado. Ou seja, é mais uma vítima da bagunça interna que é o Botafogo.