Pitacos: entradas ruins de Gilvan, Oyama e Diego Gonçalves ajudam a explicar queda do Botafogo; Diego Loureiro mal demais

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Pitacos: entradas ruins de Gilvan, Oyama e Diego Gonçalves ajudam a explicar queda do Botafogo; Diego Loureiro mal demais
Vitor Silva/Botafogo

* Podem existir diversas razões para a queda de produção do Botafogo nas últimas rodadas na Série B. Aqui, nesse texto, vamos analisar mais pelo lado do time e da parte tática. Por esta ótica, o que faltou foi elenco para repor peças que saíram. Os substitutos Gilvan, Luís Oyama e Diego Gonçalves não entraram bem.

* Na zaga, Joel Carli e Kanu têm se alternado como desfalque. O que mantém Gilvan como titular. O zagueiro decididamente não vive boa fase, é afoito, perde tempo de bola, tem dificuldades na cobertura e na marcação direta. Acaba sendo o elo mais frágil de uma defesa que passou a sofrer mais gols que o habitual.

* No meio, faz muita falta Pedro Castro. Por quê? Por ter dinâmica, força, intensidade, jogo aéreo e abrir espaços. Percorre um espaço maior de campo, dá opção pela direita, o estilo casa com o de Barreto. Por outro lado, Luís Oyama não entrou bem. Porque seu jogo é mais de controle de bola, de domínio, de giro e de lançamentos. Faz melhor isso quando atua mais atrás, como primeiro volante. De segundo volante, precisa de outras valências que não tem tanto, como força, agilidade e movimentação.

* Já no ataque, a questão é que Diego Gonçalves não voltou bem após a lesão. Comete erros técnicos, não marca tanto nem participa da construção. Ao mesmo tempo, não é um exímio definir. Fica uma expectativa pelo potencial que tem, mas o desempenho é muito aquém e não justifica a titularidade. Com Warley na direita e Marco Antônio na esquerda (onde estava voando), o time tinha mais velocidade, mais força, mais compactação e mais marcação. Aliviava Chay para pensar apenas em jogar, além de ter companhia. O camisa 14 teve queda técnica, mas a falta de movimentação do time e de opções ofensivas para dividir a atenção dos adversários também devem ser considerados.

* Teve também a ausência de Daniel Borges contra o Vitória no primeiro tempo, muito sentida pela atuação ruim de Jonathan Lemos.

* O elenco é na conta do chá, não tem tantas opções ou variações, enquanto Enderson Moreira não parece encontrar novas soluções. Tem seu esquema de jogo bem definido, com armas como saída de três, lateral-esquerdo espetado, ponta-esquerda jogando do lado para o centro, Chay flutuando e um volante abrindo pelo lado (funciona melhor com Pedro Castro pela direita, às vezes Luís Oyama apoia pela esquerda). É nisso que o Botafogo vai apostar na reta final, ainda que haja a possibilidade de ganhar boas opções, como Gatito Fernández, Rafael e Ronald.

* O Avaí foi um time mais encorpado e intenso que o Botafogo. De certa forma, mereceu mais a vitória. E caminha a passos largos para o acesso, por ter ganho “jogos grandes” nas últimas rodadas, contra Vasco, Goiás, CRB e Botafogo.

* O Botafogo não pode se desesperar. É aproveitar bem a semana de treinos para fazer boas partidas contra CRB (partida-chave) e Cruzeiro, sexta e terça. A hora de reagir e retomar a confiança é essa.

* Por fim, é preciso falar sobre Diego Loureiro. Que já foi elogiado aqui, é justo que seja criticado também. Falhas capitais custaram pontos preciosos contra Operário, CSA e Avaí. Sua principal virtude parecia ser a confiança, além da personalidade forte. Nos últimos jogos, não tem mostrado isso. Pelo contrário. O posicionamento quase em cima da linha, a insegurança nos cruzamentos e o nervosismo com os pés provam que não vive boa fase. E não é de hoje. O Botafogo precisava ter detectado isso antes e avaliado se era o caso de dar nova chance a Douglas Borges. Ou então seguir torcendo para que Gatito Fernández retorne ainda a tempo.

Fonte: Redação FogãoNET

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