Pitacos: ‘escolhido’, Jorge Braga é o craque ‘silencioso’ do Botafogo e merece destaque; John Textor tem recepção de gala

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Jorge Braga, CEO do Botafogo
Vitor Silva/Botafogo

* Jorge Braga ‘trabalha y trabalha’. Rodou na internet uma foto do CEO do Botafogo, publicada por sua esposa, trabalhando em casa ao lado da cama quase à meia-noite. Silenciosamente, ele vem se destacando nos últimos tempos e sendo fundamental no projeto de transformação em SAF (Sociedade Anônima do Futebol).

* Na chegada de John Textor, Jorge Braga fez de tudo: recepcionou o empresário americano, virou fotógrafo para torcedores, regeu a torcida e ainda foi motorista. Pareceu ser ele o principal contato com o investidor americano que comprará os ativos do futebol do Botafogo.

* Sem fazer questão de aparecer ou levar os méritos, Jorge Braga evitou entrevistas no aeroporto. Até falou com o “Canal do TF”, mas lembrou que o porta-voz do Botafogo sobre a SAF é André Chame e foi breve quando Thiago Franklin disse que a torcida quer a permanência dele: “Isso é decisão do John. Mas tem sido uma oportunidade, me sinto escolhido”, disse o CEO.

* Fato é que Jorge Braga, também silencioso e sem aparecer no dia do título da Série B, tem realizado transformações internas e culturais do Botafogo, respaldado pelo presidente Durcesio Mello e pelo vice-presidente Vinicius Assumpção. Ainda que tenha erros e conflitos internos, como a relação delicada com o futebol, no geral tem sido merecedor de elogios e reconhecimento.

* Basta pensar de uma forma. O Botafogo desde 2019 tenta virar S/A. Já imaginou se John Textor chegasse ao clube anos antes? Na gestão Nelson Mufarrej, Mais Botafogo e Comitê Executivo de Futebol? O risco de o empresário desistir seria enorme. Hoje, o Alvinegro já está mais organizado, estruturado e equilibrado, em que pesem as enormes dívidas.

* John Textor deve ter gostado do que viu na chegada. Os torcedores do Botafogo marcaram presença, cantaram, apoiaram, se divertiram e emocionaram o americano. Uma recepção na medida certa.

* Por outro lado, ainda será preciso superar barreiras e obstáculos internos para o Botafogo se tornar SAF. Ainda parece haver uma ala contrária ou, no mínimo, reticente. Ter dúvidas sobre o projeto é pertinente, mas há outra salvação para o clube? Exigir garantia de títulos em dez anos, por exemplo, parece completamente equivocado, uma vez que no futebol não há como ter essa certeza. O investimento e a formação de times fortes aproximam de conquistas, mas não as garantem. Ou será que alguém acredita que no modelo atual, antes da SAF, o Botafogo tem garantia de ser campeão em breve?

* Foram anos de gestões prejudiciais, contratos mal-amarrados, filas de péssimos jogadores com altos salários, decisões equivocadas, dívidas impagáveis e tudo mais. E se exigiam garantias, papel timbrado, transparência? É certo que a transformação em SAF com venda para John Textor precisa ser bem pensada e bem executada, além de bem comunicada (internamente e externamente), mas não pode ser atrapalhada por pressão ou por amadorismo.

* O momento é decisivo para o Botafogo. A torcida já escolheu seu lado: o profissionalismo de Jorge Braga e a esperança quem John Textor traz, em vez do amadorismo, das velhas práticas e do festival de erros que deixaram o clube na situação atual.

Fonte: Redação FogãoNET

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