Pitacos: novo Botafogo já começa a incomodar mídia e torcedores rivais

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Torcida - Botafogo x Operário
Vitor Silva/Botafogo

* O Botafogo, que muitos zombavam e diziam que ia cair para a Série C, subiu, foi campeão da Série B, renovou a concessão do Estádio Nilton Santos e deu passo importante para se tornar SAF (Sociedade Anônima do Futebol), com pré-contrato assinado com a Eagle Holding, do empresário americano John Textor. Tudo isso em cerca de um mês. Já foi o bastante para o clube voltar a incomodar mídia e torcedores rivais (que podem até ser sinônimos em algumas vezes).

* Respeitamos todos os veículos de imprensa, mas o “GE” deu bola fora neste domingo ao fazer malabarismo para ligar ao Botafogo a derrota do Crystal Palace para o Tottenham. Fez porque John Textor é sócio também do clube inglês. Mas daí ao resultado jogo ter conexão com o Alvinegro passa muito distante. A postagem não repercutiu bem no Twitter.

* Levantam-se também argumentos de que “clube não é para dar lucro” e que tem que ser “democratizado”. Ora, na maioria dos clubes o mesmo grupo político é responsável por eleger presidentes, que se alternam no poder por anos e anos. No Botafogo, de forma amadora. O Glorioso não tinha um “dono” específico, mas era como se tivesse um dono a cada três anos. E pior, sem qualquer responsabilidade ou compromisso com gestões anteriores, deixando dívidas impagáveis. Agora, a promessa é de um dono empresário, com negócios no mundo inteiro, conhecimento esportivo e com estrutura profissional. Não é bem melhor?

* Até Renato Maurício Prado, jornalista flamenguista, apareceu para comentar. “Vocês já se deram conta de que Cruzeiro e Botafogo foram VENDIDOS por menos da metade do que o Flamengo fatura POR ANO?”, alega ele. O que não faz qualquer sentido. A venda do Botafogo é estimada em R$ 1,4 bilhão, sendo R$ 1 bilhão para dívidas e R$ 400 milhões para investimento. Se o Flamengo tem anos de alta receita com TV e patrocínio estatal, é outra história. Os demais clubes têm sim que procurar soluções, equacionar dívidas e aumentar faturamento.

* É absolutamente natural haver dúvida e curiosidade sobre os novos investidores. Até mesmo os botafoguenses têm. Mas é o modelo aprovado na lei da SAF e seguido por diversos clubes. À mídia, deveria interessar o novo formato, pois quanto mais forte forem os campeonatos e os times nacionais, mais investimento gerará, mais audiência e mais dinheiro rodará. Um ciclo benéfico para todos. Muito melhor que apoiar apenas determinada equipe e gerar abismo de diferença para as outras.

* Os torcedores rivais “sangraram” não apenas com a provável venda do Botafogo, como também com a prorrogação da concessão do Nilton Santos. O estádio, que já sofreu campanhas pesadas contra (como falácias de ser “mal localizado” ou receber “pouco público”) e até teve uma polêmica interdição, vai seguir alvo de críticas enquanto for do Botafogo. Por quê? Por ser do Botafogo, agora até 2051. Os rivais questionam ser um local público, como se fosse algo exclusivo do Alvinegro ter esse tipo de benefício, tão usados por todos os grandes clubes cariocas ao longo dos anos.

* Parabéns ao Botafogo, ao presidente Durcesio Mello e ao CEO Jorge Braga pela solução encontrada. Fica a torcida para que o processo se desenvolva e evolua o mais rapidamente possível. O clube merece.

* E cabe à torcida, além da empolgação, uma participação ainda maior. Seja se tornando sócio, adquirindo produtos, comparecendo ao estádio, se engajando nas redes sociais. O torcedor é um dos pontos-chaves da geração de receitas no dia atual. Se os botafoguenses transformarem a enorme paixão em lucro ao clube, todo mundo sai ganhando.

Fonte: Redação FogãoNET

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