* Era esperado um público baixo e morno em Botafogo x Chapecense, jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil, no Estádio Nilton Santos. Até domingo, menos de 10 mil ingressos vendidos. Eis que o público total foi de mais de 26 mil pessoas.
* Ótimo? Não. Mas bom. Ótima foi a participação, a atmosfera do estádio e a ajuda para o Botafogo vencer. Foi um daqueles jogos em que a arquibancada percebe que o time precisa dela para ganhar. Foi o que aconteceu.
* E olha que a torcida merece ser muito melhor tratada. Relatos de problemas no sistema de compra de ingressos e de longas filas para acessar ao estádio antes do jogo. Durante, a insuportável mania de jogar copo cheio de cerveja para cima e acertar os outros. Ter educação não custa nada.
* Fora isso, a torcida sofre com a indefinição extracampo. Não vem notícia boa. É dívida, guerra entre acionistas, transfer ban, recuperação judicial, problemas. Quando isso vai parar? O botafoguense só quer curtir seu time, falar de campo e bola e torcer por vitórias e títulos. Está difícil.
* Além da torcida, ponto positivo para Franclim Carvalho. Parece o cara certo para esse momento. Trabalha com o que tem, não reclama, elogia a torcida, une o elenco, protege diretoria e clube. É um técnico que entendeu que precisa ser muito mais que um técnico.
* O time teve mérito de não desistir, criou muito, poderia ter feito mais gols. Mudou um pouco o estilo pelas alterações, mas era preciso realmente preservar alguns jogadores, devido à maratona de jogos. Faz parte. O importante era vencer e obter vantagem no confronto. O que ocorreu.
* Franclim é outro que merece paz e um clube organizado para trabalhar. Só resta torcer. Esse jogo é mais difícil para o torcedor ajudar a vencer. Essa missão fica para quem representa o Botafogo.