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John Textor mostrou empatia com clube e ‘se jogou na bala’ pelo Botafogo

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Blog do Gentile

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John Textor em Botafogo x Palmeiras | Campeonato Brasileiro 2023
Reprodução/TV Globo

John Textor foi suspenso por lutar pelo Botafogo. Teve empatia pelos torcedores, se indignou como e por nós, maltratados por anos com decisões surreais contra o clube.

Resultado à parte, John Textor foi a voz que há tempos não víamos no clube. Assim que acabou o jogo, deu declarações ao vivo para a transmissão da partida com críticas duras e nada vazias, no tom necessário para chamar atenção do país. E chamou. Rapidamente as declarações tomaram as principais manchetes do Brasil e repercutiram inclusive no exterior, em jornais como Estados Unidos e França.

John Textor foi ainda além: além de verbalizar críticas severas à arbitragem, ainda pediu a renúncia do Presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues. Qual a última vez em que vimos alguém com essa postura no futebol brasileiro? E no Botafogo? Defendeu o clube com unhas e dentes sem ter rabo preso!

Nesse momento, seria fácil dar um posicionamento frio e politicamente correto apenas para não parecer omisso como vimos ao longo das últimas décadas no Botafogo. John escolheu ser diferente.

Como líder, fez questão de entrar em campo e abraçar seus jogadores. Garantiu que ia se expor nos bastidores para lutar e pediu aos atletas foco nessa reta final de caminhada. John protegeu seus atletas no momento em que algumas vaias surgiram contra eles, ainda em campo.

Ao descer para o vestiário, pediu a palavra e voltou a dar declarações internamente de apoio aos atletas na famosa “roda de orações” e análise da partida, que ocorre todos os jogos

Textor foi corajoso e não recuou com as ameaças da Procuradoria do STJD pela manhã (quinta-feira). Não mostrou qualquer sinal de arrependimento, muito pelo contrário. Após as primeiras notícias sobre as ameaças do Tribunal, soltou uma nota oficial em que reafirmou a sua ambição e coragem, e que não vai recuar quando desafiado por pessoas do poder, e que está aqui para “Set Fire” (colocar fogo).

O “Contra Tudo e Contra Todos” (CTCT), lema inclusive repetido por John Textor recentemente, entrou na mente do dono da SAF, que, literalmente com uma camisa do Botafogo no peito, enfrentou os poderosos que há anos maltratam o nosso Botafogo.

Caso a suspensão se mantenha e o Botafogo não consiga medidas judiciais para reverter, John não poderá estar presente em momentos cruciais do Botafogo. Mas é uma punição apenas para ele, na Pessoa Física, que em nada prejudica a instituição ou interfere na rotina do time. Pode ser o sacríficio necessário que vai trazer mais parcimônia e responsabilidade da CBF e dos árbitros ao decidirem nossas jogadas. Que pensem duas vezes antes de tomar qualquer decisão. Não desejamos nada além do justo.

Diferentemente de Bruno Lage na “coletiva do falso adeus”, John Textor trouxe para si todas as atenções, blindando os atletas da pressão do resultado na virada sofrida pelo Palmeiras. O fraco rendimento no segundo tempo dividiu os holofotes com as situações geradas pelo dono da SAF alvinegra.

E quanto aos poderosos… Suspender o John é a maneira mais genuína de dizer que ele incomodou. Estratégia antiga de calar adversários que surgem. Quem tenta fazer um movimento diferente, é silenciado com ameaças, proibições e suspensões. Mas isso não vai funcionar.

John Textor é o símbolo de lutador pelos nossos interesses. Esse sacrifício vai valer a pena.

Seremos.

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