Libra quer diminuir desigualdade ou perpetuar os mesmos clubes no topo?

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Troféu do Campeonato Brasileiro na sede da CBF
Lucas Figueiredo/CBF

A pergunta é retórica, claro. A resposta para ela está bem clara para todo mundo. A Libra, a nova Liga Brasileira de Clubes, foi criada por Flamengo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos e Bragantino e logo recebeu o apoio de Cruzeiro e Ponte Preta posteriormente.

A maioria dos clubes, no entanto, apresentou questionamentos sobre o regulamento da organização. A forma de divisão do dinheiro, claro, é o principal entrave. O grupo fundador, podemos dizer assim, quer um modelo que, na verdade, apenas os perpetuem no topo de arrecadação do futebol brasileiro.

Mas há uma resistência que não parece disposta a dar o braço a torcer e age nos bastidores. Sabem que os clubes de maiores torcidas vão receber mais que os outros. O ponto não é mais esse. A questão é as lideranças da Libra insistirem em uma divisão que não acompanha o rumo das melhores ligas do mundo, como a Premier League, por exemplo.

No Campeonato Inglês a divisão da parte igualitária chega a 68%, mas por aqui querem empurrar 40% goela abaixo e com o falso discurso de moralização e igualdade no futebol brasileiro. Para, né?

Um trecho da nota divulgada pelos clubes da resistência evidencia bem o que estão tentando fazer: “Não é aceitável que haja clubes ganhando 6 vezes mais do que outros, enquanto nas melhores Ligas do mundo essa diferença não ultrapassa 3,5 vezes”, escreveram.

Por um campeonato mais justo? Conversa para boi dormir.

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