Atuação do árbitro mostra má vontade com o Botafogo. E o cartão do Gatito?

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Caio Alexandre em Botafogo x Santos | Campeonato Brasileiro 2020
Reprodução/Premiere

A arbitragem do empate sem gols com o Santos na noite de domingo mostra a má vontade do árbitro com o Botafogo. E isso tem sido algo constante desde que o clube começou a gritar contra os constantes erros cometidos pelo VAR. O topo da má vontade aconteceu no lance da expulsão de Caio Alexandre, que só foi revista pelo árbitro depois de grande insistência por parte dos botafoguenses.

No lance Caio Alexandre dá uma entrada no adversário digna de cartão amarelo. O árbitro nem fica na dúvida e mostra o cartão vermelho. Em seguida, diante da revolta de Gatito Fernández, adverte o goleiro com o cartão amarelo. Após consultar o vídeo e sem escolha ele é obrigado a anular o cartão vermelho. Mas e o cartão do Gatito?

Logicamente que a justificativa é que a postura do goleiro não é aceitável. Mas ela foi gerada por uma injustiça que o próprio árbitro teve que reparar. Assim o correto é que tudo o que aconteceu entre a aplicação do cartão vermelho e a sua anulação seja cancelado, incluindo o cartão do Gatito.

Critérios iguais?

Gatito Fernández em Botafogo x Santos | Campeonato Brasileiro 2020
Gatito Fernández recebeu cartão amarelo (Foto: Vitor Silva/Botafogo)

Mas essa não foi a única situação que demonstra esta má vontade. O Botafogo recebeu dois cartões amarelos por lances em que seus jogadores interromperam o ataque ou contra-ataque rival. Justo. Mas a medida não deveria ser a mesma de quando Diego Pituca impediu que o Botafogo, após roubar a bola, chegasse ao ataque com mais homens do que a defesa rival?

Certa vez na tribuna do Maracanã, conversando com um ex-árbitro, o mesmo me disse: “uma arbitragem que quer segurar um jogo não falha nos grandes lances. Mas nos detalhes que minam um time”. O Botafogo tem sido minado em alguns jogos do Brasileirão. E quanto mais reclama pior a situação fica.

Que fique claro que o texto acima não coloca em nada na conta do árbitro o desfecho do jogo em que o Botafogo, inclusive, foi pior que o adversário. Mas é preciso critério e bom senso. Para o bem do espetáculo.

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