As férias me pouparam de ver pessoalmente a péssima campanha do Botafogo na Taça Guanabara. Porém, acompanhei pela televisão os tropeços que se acumulavam e que comprometeram a classificação para as semifinais. A preocupação maior nem está em ficar de fora da fase decisiva do primeiro turno, ainda mais com um plantel em formação. O maior problema é que o atual Botafogo deixa erros na formação do elenco evidentes.

As contratações de composição de elenco não foram ruins. Se trabalhou na medida do possível. Porém, se errou muito feio no quesito prioridade. Um meia de qualidade, capaz de organizar o jogo, e um atacante goleador, que represente preocupação para as defesas rivais, complementando o trabalho de Erik, eram fundamentais.

Cícero não vem para resolver

Se a montagem do elenco foi equivocada, a sequência do trabalho do departamento de futebol se torna ainda mais problemática. O clube investe em Cícero, que não deve chegar recebendo pouco, e continua deixando de lado a busca pelo tal meia e pelo centroavante de referência.

Cícero não é um jogador para assumir a criação de jogadas. Normalmente se dá bem quando entra em times muito bem armados e sem a responsabilidade de ser a peça principal. Características que passam longe do atual Botafogo.

Ficar de fora da Taça Guanabara é ruim, mas, precisa servir de alerta para mudanças na estratégia do departamento de futebol. Do contrário, o ano promete não ser nada bom

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