Não dá para esperar para ver como o adversário vai se comportar. Nem mesmo sentir as condições climáticas do jogo. O Botafogo precisa atropelar na Paraíba. A Copa do Brasil, neste novo formato, se mostra ingrata aos grandes clubes, que nesta época do ano ainda estão em um começo de trabalho. Jogar na casa do rival e sem poder pensar em tropeço torna a partida uma final. É assim que ela deve ser encarada.

Apesar deste cenário e de a Campinense não ser um rival do último nível da Copa do Brasil, tem times muito abaixo, o Botafogo não pode trabalhar com a possibilidade de uma eliminação. Não apenas pela vergonha de o raio cair duas vezes no mesmo local, mas também pela dependência financeira em relação à continuidade no torneio nacional.

Cenários parecidos?

Os cenários de 2018 e o atual são parecidos em alguns aspectos. O time ainda não se encontrou e a comissão técnica ainda não tem a equipe considerada titular. Não vou nem comparar o aspecto técnico, pois esse continua muito abaixo do que se espera de um clube como o Botafogo.

Mas 2019 traz uma vantagem importante. Zé Ricardo é mais rodada que Felipe Tigrão. Jamais, por exemplo, ousaria inventar um esquema tático diferente justamente em um jogo decisivo, como o treinador que iniciou 2018 fez diante da Aparecidense.

Irregularidades, deficiências, orçamento curto, falta de reforços de peso. Enfim, todos esses problemas são grandes. Mas o Botafogo não pode nem cogitar um novo vexame. Que isso fique claro ao elenco.

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