Acompanho com preocupação um possível desentendimento entre Carlos Eduardo Pereira , o CEP, e Nelson Mufarrej na maneira de conduzir o Botafogo. Como disse anteriormente, o momento é de união e não de se colocar lenha na fogueira. Mas é preciso analisar o que temos até aqui para tirarmos conclusões. Principalmente por que, se o pior for evitado, não dá para repetir os erros em 2019.

CEP pegou o Botafogo destruído da gestão de Maurício Assumpção e na Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro. Montou um time no primeiro ano para subir. Melhorou as condições do mesmo no segundo ano e com um misto de competência e sorte (com Ricardo Gomes dificilmente o resultado final seria o mesmo) conseguiu a vaga na Libertadores. No último ano encarou uma Libertadores de profissionais, contra Olimpia, Atlético Nacional, Colo-Colo, Nacional do Uruguai e por aí vai. Mesmo assim fez bonito e o time poderia ter ido mais longe.

Ainda sobre os times, se os passados não eram empolgantes, não me lembro de uma contratação da atual gestão que tenha realmente dado certo. Salvo Luiz Fernando, que foi costurada ainda na gestão anterior. E não chega a ser nenhum motivo de comemoração.

Escolha de Mufarrej no futebol não foi a mais adequada

Porém, no meu entender, o principal ponto de diferença das duas gestões está em seu departamento de futebol. Antônio Lopes tem seus defeitos, mas conhece como poucos o mundo do futebol e tem os pés no chão. Cumpriu o que lhe foi pedido e só não fez mais por falta de condições. A atual gestão recorreu a Anderson Barros. Lopes me parece mais adequado para um orçamento curto e mais certeiro nos tiros. Marcos Paquetá que o diga.

Para que 2019 seja um pouco melhor, sugiro Mufarrej, onde quer que ele esteja…, a se aconselhar mais com o CEP. E na sua visão torcedor?

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