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Copa do Brasil: uma eliminação na conta da diretoria do Botafogo

Blog do Mansell

Por: Blog do Mansell

- Atualizado em

Copa do Brasil: uma eliminação na conta da diretoria do Botafogo

A eliminação do Botafogo para o Cuiabá na Copa do Brasil foi dolorosa. Na saída do campo os jogadores mostravam abatimento. Alguns porque entendiam ser a chance de título. Outros porque tentaram, mas não conseguiram. O certo é que esta eliminação tem que ir para a conta da diretoria, que vem cometendo sucessivos erros desde o começo do ano.

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Flavio Tenius, que foi homem para assumir o time, disse após o jogo uma frase que ilustra a responsabilidade da diretoria. Ao analisar o rendimento nos jogos ele afirmou: “A questão não foi esse jogo, foi o primeiro em que não tivemos a postura para se jogar um mata-mata”. A postura de mata-mata faltou porque os dirigentes decidiram apostar em Bruno Lazaroni, apostar em alguns atletas sem a menor condição, apostar, apostar, apostar.

Mantiveram Paulo Autuori quando era visível que não dava. Ele não queria. Apostaram em Bruno Lazaroni em um momento que se pedia experiência. Aí deu o que deu na partida de ida contra o Cuiabá e começou uma corrida louca para se tentar dar uma motivada no grupo. Como se isso resolvesse. Até para se trocar a preparação física foi um parto mesmo os erros sendo visíveis.

Sequência de erros na escolha do técnico

Honda - Cuiabá x Botafogo - Copa do Brasil
Botafogo foi eliminado pelo Cuiabá (Foto: Vitor Silva/Botafogo)

Pior foi a maneira como as coisas foram conduzidas. Se falou em Alexandre Gallo. Ele se reuniu com Túlio e saiu dizendo que não tinha acordo. O dirigente, que em nada está lembrando o bom volante, tenta fazer todos acreditarem que não foi feita proposta e que a conversa foi para discutir tática. Pombas, o pau comendo no clube e o diretor de futebol decide ter um papo de qualidade com um treinador que ele não ia contratar. Aí se fala em experiência e ao mesmo tempo se cogita Ramon. Se descarta um técnico estrangeiro e depois só serve se for estrangeiro. Se garante que não terá teto para o técnico, mas descarta nomes por serem caros. Ninguém se entende na bagunça do comitê.

Amanhã Montenegro, que é um dos poucos que bota a cara, vai lembrar que teve que colocar dinheiro do bolso. Mas isso não apaga os erros do comitê gestor. Pelo menos ele aparece. O pau comendo no clube e desafio alguém a citar uma frase do presidente Nelson Mufarrej nos últimos dias. Um silêncio constrangedor. Isso para não falar do tuiteiro que só aparece na hora de anunciar algum jogador. Assim o Botafogo caminha entre erros e erros para um abismo caso nada seja feito. Ainda dá tempo. Mas é preciso que as pessoas que realmente têm capacidade para isso assumam o clube.

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