O Botafogo Way não passa por esquema tático. Tem relação com as características dos jogadores e o técnico Franclim Carvalho vai entender isso. O segundo tempo do confronto com o Coritiba trouxe importantes lições para o treinador e acredito que possam se refletir já no choque com o Racing, nesta quarta-feira, pela Copa Sul-Americana.
Fica claro que o Botafogo Way não é jogar para frente por jogar. Ter um time sem consistência e fragilizado atrás apenas porque quer se mandar ao ataque. Isso não é a realidade do futebol e nem seria inteligente.
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Franclim Carvalho tem tudo para perceber que Álvaro Montoro e Santiago Rodríguez juntos não significa jogar de forma ofensiva. É preciso ter imposição física que conseguir atacar com o máximo de jogadores, mas sem desguarnecer a defesa. Isso sim é o Botafogo Way.
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Botafogo Way passa pelo ataque em maioria

Hoje um meio com Cristian Medina, Edenílson, Danilo pode ser muito mais ofensivo do que com vários meias ou atacantes. Contar com esses três jogadores na Argentina, por exemplo, pode ser a fórmula para vencer o Racing e minimizar o empate com o Caracas.
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Não estou falando em barrar Santi Rodríguez e Montoro. Mas entender que juntos, neste momento em que ambos estão mal tecnicamente, é um erro grande. O momento é de vencer fisicamente, mas sem abrir mão da qualidade. Se defendendo com vários homens e atacando com outros vários, o Botafogo passa a ter força para se impor contra qualquer time.