Carlos Eduardo Sangenetto
20/12/2017
Rio de Janeiro (RJ)

O adversário da estreia do Botafogo na Copa Sul-Americana será conhecido na noite desta quarta-feira em solenidade que será realizada na sede da Conmebol, em Luque, no Paraguai. No entanto, a diretoria alvinegra decidiu não enviar nenhum representante ao evento. Por que isso? Alguém entende?

O Boletim do C.E, antes da redação desta publicação, entrou em contato com a assessoria do Botafogo para saber qual era a justificativa do não comparecimento, mas o clube preferiu não se manifestar, apenas confirmando a ausência.

Carlos Eduardo Pereira no sorteio da Copa Libertadores na sede da ConmebolPresidente Carlos Eduardo Pereira compareceu aos sorteios da Libertadores de 2017
(Foto: Reprodução/Fox Sports)

Vamos lá. Pode parecer bobeira para alguns torcedores, mas não consigo entender este comportamento. O Fogão fez tão bonito dentro dos gramados, resgatou o orgulho do torcedor, chegou às quartas de final da Libertadores, foi eliminado pelo campeão, terminou o torneio com a quinta melhor campanha e, na hora da confraternização final, some desta forma? Se não bastasse o histórico recente, foi de conhecimento geral na última noite que o Botafogo foi o dono do maior salto no ranking atualizado da principal entidade do futebol sul-americano (79º para 41º). Como não comparecer?

Dezenas de dirigentes estarão presentes, Botafogo… Faltar ao evento é um grande desprestígio político. Se nenhum diretor ou gerente tem disponibilidade por causa da recente mudança de gestão, que envie um emissário de confiança. Nestes encontros conversas são feitas, networking são realizados, relações públicas também fazem parte do jogo. Futebol não é apenas dentro de campo, não precisamos lembrar disso, né?

Digo mais. Tais reuniões também são ótimas oportunidades de aproveitar a viagem para tentar a contratação de algum reforço sul-americano, seja na Argentina, Uruguai ou no próprio Paraguai, pela proximidade. O Santos, por exemplo, no ano passado, empenhou-se na negociação de Orlando Berrío e Alejandro Guerra com o Atlético Nacional, da Colômbia, que acabou não se concretizando. Mas houve a tentativa nesta janela.

Nos dois sorteios últimos realizados na Conmebol (fase de grupos e oitavas de final da Libertadores), o presidente Carlos Eduardo Pereira foi o representante de General Severiano. Vale destacar que o Fluminense, na mesma condição alvinegra hoje, enviou o assessor Marcelo Penha ao local.

Tomara que esta ausência não seja interpretada como desinteresse. Bola fora.

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Saudações alvinegras!