Neymar deveria ter batido pênalti contra a Croácia? Técnico do Botafogo vê complexidade e opina sobre possível troca: ‘O treinador é o líder’

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Carlos Eduardo Sangenetto

Carlos Eduardo Sangenetto

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Luís Castro opina sobre cobrança de pênaltis de Croácia x Brasil | Copa do Mundo 2022
Reprodução/SporTV

A ordem dos cobradores de pênalti da Seleção Brasileira no duelo contra a Croácia, que eliminou o Brasil da Copa do Mundo do Catar nas quartas de final nesta sexta-feira (9/12) causou polêmica. O fato de Neymar, considerado um dos melhores batedores do mundo, não ter a oportunidade de participar da disputa por ser o quinto e último chutador levantou questionamentos na imprensa. Luís Castro, técnico do Botafogo e comentarista do programa “Seleção Catar”, do SporTV, opinou sobre o assunto.

Segundo Luís Castro, fazer alterações na ordem dos cobradores é algo “complexo”, principalmente se tal decisão partir de algum atleta previamente listado para as penalidades máximas.

Quebrar a sequência pré-estabelecida é extremamente complexo para o jogador. Esse jogador, trocando, pode falhar. E falhando, quem deu a ordem para ele trocar? – questionou.

Após os jornalistas André Rizek e Marcelo Barreto, apresentadores do programa, seguirem a discussão e considerarem que uma mudança poderia ter sido realizada, Luís Castro voltou a expor seus argumentos, desta vez dizendo que qualquer intervenção deveria originar do treinador, que no caso da Seleção seria Tite.

A opinião de todos é sempre bem-vinda. Mas continuo a achar que o líder de uma equipe é o treinador. Seja nos pênaltis, nas laterais, nos escanteios, posicionamentos dentro da área, na saída de bola… O treinador é o líder. E não estando aos pés dos jogadores, os jogadores têm muita dificuldade de inverter isso – afirmou o técnico do Botafogo, que acrescentou dizendo que as decisões também são tomadas pelo elenco.

É uma decisão do treinador juntamente com os jogadores. É o momento que os jogadores dizem: “Eu prefiro o pênalti 3, o pênalti 2”, porque há pressão mental. A pressão mental sobre o jogador do pênalti 1 não é a mesma do pênalti 5. O Rodrygo, se fosse bater o pênalti 5 como decisivo, teria pressão muito maior do que no pênalti 1. Estaríamos aqui dizendo agora que o Rodrygo bateu o 5, que não deveria ter batido porque é “miúdo” e teve uma pressão máxima sobre ele. Portanto, o futebol tem essas coisas. Quem está lá dentro, o treinador e os jogadores decidiram assim – concluiu.

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Eu defendo sempre o direito ao contraditório. Eu sei que isso é muito ruim para quem está dentro de campo, ruim para o treinador e ruim para jogador. “Por que fez isso e não fez aquilo?”. Mas é um exercício que o torcedor e os jornalistas estão fazendo. É justo questionar. “Por que o Neymar ficou para bater para o quinto pênalti e não bateu o quarto?”. O questionamento me parece absolutamente válido – comentou Marcelo Barreto.

Assim como na Copa de 2018, na Rússia, o Brasil foi eliminado nas quartas de final no Catar. A Seleção empatou em 0 a 0 com a Croácia no tempo regulamentar, em 1 a 1 na prorrogação com golaço de Neymar e foi superada posteriormente nos pênaltis por 4 a 2. O atacante Rodrygo, do Real Madrid, e o zagueiro Marquinhos, do PSG, desperdiçaram suas cobranças.

Fonte: Redação FogãoNET

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