Carlos Eduardo Sangenetto
13/06/2017
Rio de Janeiro (RJ)

O sorteio das oitavas de final da Libertadores será nesta quarta-feira, às 21h, e a ansiedade para saber quem será o adversário do Botafogo já toma conta do torcedor alvinegro. Para ajudar a aliviar a tensão com discussões sobre o assunto, o Blog do C.E analisa a situação atual de todos os oito times que poderão cruzar o caminho do Fogão: Godoy Cruz (ARG), Guaraní-PAR, Emelec, Barcelona de Guayaquil, Atlético-PR, The Strongest, Jorge Wilstermann e Nacional-URU.

Você já tem um adversário favorito? Veja os possíveis rivais abaixo e deixe sua preferência nos comentários! Saudações alvinegras!

GODOY-CRUZ (ARG)

Godoy CruzCidade/país: Godoy Cruz, Argentina
Estádio/capacidade: Feliciano Gambarte (18 mil)
Altitude: 780 metros
Tempo de viagem: 9 horas
Títulos da Libertadores: nenhum
Destaque do time: Javier Correa (atacante)

  • Ao lado da La Paz, na Bolívia, a cidade argentina de Godoy Cruz, que fica na província de Mendoza, talvez seja o destino mais frio que o Botafogo e sua torcida podem encarar no início do mata-mata decisivo da Libertadores – os termômetros devem se aproximar do zero grau no inverno. Apesar de ter sido goleado pelo Atlético-MG na fase de grupos por 4 a 1 em Belo Horizonte, a campanha do Bodeguero foi interessante fora isso: 3 vitórias e 2 empates. Dois dos triunfos foram fora de casa… Não é o melhor segundo colocado à toa, né? Evitar ou tomar um bom vinho em terras hermanas? Eis a questão!

GUARANÍ-PAR

Escudo do Guaraní do Paraguai

Cidade/país: Assunção, Paraguai
Estádio/capacidade: Rogelio Livieres (8 mil) ou Defensores del Chaco (42 mil)
Altitude: 43 metros
Tempo de viagem: 2 horas e 30 minutos 
Títulos da Libertadores: nenhum
Destaque do time: Néstor Camacho (meia)

  • O Guaraní é um adversário que merece certa atenção. Famoso no futebol brasileiro por ter eliminado o Corinthians comandado por Tite nas oitavas da Libertadores de 2015, em pleno Itaquerão, o clube paraguaio disputa atualmente pau a pau o título nacional contra o Libertad-PAR e perdeu como mandante apenas uma vez na temporada. Na fase de grupos da Libertadores, o Cacique fez chover duas vezes como visitante, com vitórias sobre o Deportes Iquique (CHI) e Zamora (VEN). Todo cuidado é pouco com esse tribo.

EMELEC

Escudo do Emelec

Cidade/país:  Guayaquil, Equador
Estádio/capacidade: George Capwell (40 mil)
Altitude: 4 metros
Tempo de viagem: 10 horas
Títulos da Libertadores: nenhum
Destaque do time: Marlón de Jesus (atacante)

  • O Emelec, assim como o Barcelona-EQU, rival do Grupo 1 que também pode aparecer pelo caminho nas oitavas, é mais uma equipe de Guayaquil, cidade do Equador que beira o Pacífico e não tem altitude. O nível técnico do time azul não é dos mais altos, caracterizando-se também pela rapidez de alguns jogadores, como o atacante Marlón de Jesus.

BARCELONA-EQU

Escudo do Barcelona de Guayaquil

Cidade/país: Guayaquil, Equador
Estádio/capacidade: Monumental Romero Isidro Carbo (59 mil)
Altitude: 4 metros
Tempo de viagem: 10 horas
Títulos da Libertadores: nenhum
Destaque do time: Jonatan Álvez (atacante)

  • Conhecido do Fogão, o Barcelona-EQU seria um rival nada original e um pouco perigoso, já que não houve jogo fácil contra o time equatoriano. A rapidez do ataque rival custou a perda da invencibilidade no Nilton Santos e o atraso na classificação às oitavas. Mas como tudo tem seu lado bom, questões logísticas e técnicas já são conhecidas. Os alvinegros não poderiam apenas repetir o placar agregado da fase de grupos, né (3-1)? Mas isso é coisa do passado! Uma revanche seria interessante.

ATLÉTICO-PR

Escudo do Atlético Paranaense

Cidade/país: Curitiba, Brasil
Estádio/capacidade: Arena da Baixada
Altitude: 0m
Tempo de viagem: 1 hora e 30 minutos
Títulos da Libertadores: nenhum
Destaque do time: Lucho González (meia)

  • Único clube brasileiro na lista de possíveis adversários, o Atlético-PR não vive bom momento no começo da Série A do Brasileirão, amargando a lanterna da competição depois de seis rodadas disputadas (2 empates e 4 derrotas). Uma mudança no comando técnico do time rubro-negro também deixam as coisas um pouco “cruas” pelos lados da Arena da Baixada. O fator casa,  inclusive, ainda não emplacou por lá. Em vez do Furacão fazer ventar, foram vistas duas vitórias, dois empates e uma goleada sofrida pelo San Lorenzo. Viagem curta, pouco desgaste, cenário de crise… Que tal?

THE STRONGEST

Escudo do The Strongest

Cidade/país: La Paz, Bolívia
Estádio/capacidade: Hernando Siles (42 mil)
Altitude: 3.640 metros
Tempo de viagem: 15 horas
Títulos da Libertadores: nenhum
Destaque do time: Alejandro Chumacero (meia)

  • Talvez seja a maior pedreira para o Botafogo encarar, logo de cara, no mata-mata final da Libertadores. Lá em cima, com 4 mil metros de altitude, o Strongest não costuma perdoar, historicamente, seus adversários. Apenas nesta edição do torneio, meteu 4 a 0 no Montevideo Wanderers (URU), 5 a 0 no Unión Española (CHI) e 5 a 1 no Sporting Cristal (PER). A equipe de La Paz também conta com o meia Alejandro Chumacero, ex-Sport, que é artilheiro da Liberta e vive ótima fase.

JORGE WILSTERMANN

Escudo do Jorge Wilstermann

Cidade/país: Cochabamba, Bolívia
Estádio/capacidade: Félix Capriles (32 mil)
Altitude: 2.560 metros
Tempo de viagem: 4h (voo direto de São Paulo)
Títulos da Libertadores: nenhum
Destaque do time: Franco Olego (atacante)

  • Se for para a bolinha do sorteio revelar um clube boliviano, que seja o Jorge Wilstermann. Além de viver uma fase esquisita no campeonato nacional, com uma sequência de tropeços recente e ocupando o meio da tabela, o clube sedia seus jogos em Cochabamba, que possui menos mil metros de altitude se compararmos com La Paz, cidade do rival The Strongest. Menos dor de cabeça e mais fôlego!

NACIONAL-URU

Nacional-URU

Cidade/país: Montevidéu, Uruguai
Estádio/capacidade: Gran Parque Central (30 mil) ou Centenario (65 mil)
Altitude: 43 metros
Tempo de viagem: 3 horas
Títulos da Libertadores: 3
Destaque do time: Rodrigo Aguirre (atacante)

  • Pior segundo colocado da fase de grupos da Libertadores, o Nacional-URU não vive boa fase. Para se ter uma ideia, o time uruguaio perdeu dois dos três jogos dentro de casa, para o líder Lanús e o modesto Zulia, da Venezuela. Apesar de ser tradicional e tricampeão da competição (1971, 1980, 1988), talvez seja o melhor adversário para enfrentar. O Fogão carimbaria o Uruguai no passaporte, pegaria mais uma camisa pesada pela frente (gostamos) e ainda não teria desgaste com a viagem.

Possíveis rivais do Botafogo nas oitavas de final da Libertadores: Godoy Cruz, Guaraní, Emelec, Barcelona de Guayaquil, The Strongest, Jorge Wilstermann, Atlético-PR e Nacional-URU