Não é necessário ir muito longe para saber se Rildo deveria ter sido expulso após a falta dura sobre João Paulo, no clássico do último domingo, entre Botafogo e Vasco, pelo Campeonato Carioca. Basta consultarmos nada menos que o Livro de Regras de Futebol, disponível no site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

A página 17 do documento faz referência à modernização e revisão das “regras do jogo” realizada em 2016/2017, dizendo que o regulamento congrega a “inaceitância do jogo perigoso: ‘jogar de forma temerária’ (advertência = cartão amarelo/CA) e ‘colocar em risco a integridade física do adversário‘ ou ‘uso de força excessiva‘ (expulsão = cartão vermelho/CV).”

A Regra 12, intitulada de “Faltas e incorreções“, reforça ao informar que cometer um jogo brusco grave, ou seja, “uma entrada (carrinho) ou uma disputa que ponha em perigo a integridade física de um adversário ou praticada com uso de força excessiva ou brutalidade” é uma infração punível com expulsão.


Glossário do Livro de Regras ainda traz definição de um ‘jogo brusco grave’ (Foto: Reprodução)

 

João Paulo sofreu lesões na fíbula e tíbia, ambos ossos de sua perna direita, e ficará fora dos gramados por, no mínimo, quatro meses. A Comissão de Arbitragem da Ferj, que organiza a competição, reconheceu o erro do árbitro Leonardo Cavaleiro, mas decidiu não afastá-lo temporariamente de suas funções.

Por que ao observar a gravidade do lance o árbitro não mudou sua decisão? Está na regra. Quantas vezes, recentemente, por muito menos, testemunhamos reviravoltas no apito? Reconhecer o erro é nobre.

Falou pulso, Cavaleiro. E ficou feio. Estamos falando disso até agora.