Cerca de cem torcedores do Botafogo aproveitaram a reunião do Conselho Diretor do clube, na noite desta segunda-feira, em General Severiano, para se manifestar contra a situação do time, único grande eliminado da Taça Guanabara.

Os manifestantes chegaram à sede social por volta de 17h40 fazendo barulho, com estouros de algumas bombas perto da varanda do casarão. A movimentação chamou a atenção da Polícia Militar, que se apresentou ao local, mas sem ter trabalho. O protesto seguiu de forma pacífica.

O Botafogo aceitou conversar com dois integrantes de cada torcida organizada (Loucos pelo Botafogo, Fúria Jovem do Botafogo, Folgada, Resistência e Fogoró), mas logo em seguida liberou, aos poucos, todos os alvinegros presentes para um papo com a diretoria. Nelson Mufarrej (presidente), Gustavo Noronha (VP de futebol) e Anderson Simões (VP de Gestão de Estádios) foram os interlocutores.

Além de questionamentos a respeito de contrato de jogadores, um pedido de respeito pela instituição Botafogo foi feito após os episódios com o volante Bruno Silva, o lateral-esquerdo Gilson e o vice-presidente de comunicação Marcio Padilha. Sobre o recente caso com o dirigente, foi prometido que uma avaliação interna seria feita com uma resposta em breve. Os presentes pediram a demissão de Padilha, ausente no encontro.

– Entregamos um documento que foi lido pelo presidente em alto e bom som para que todos ficassem cientes da exigência que fizemos: a exoneração de Marcio Padilha. Foi entendido e nos pediram 72h para a definição desse assunto – contou Heitor Lims, líder da Folgada, ao Boletim do C.E.

Ainda na reunião foi garantido o apoio da atual gestão do Botafogo à intenção dos irmãos Moreira Salles de ajudarem a profissionalizar o departamento de futebol. Em contrapartida, as organizadas prometeram apoio nas arquibancadas no jogo da próxima quarta-feira, contra o Defensa y Justicia, pela Copa Sul-Americana.