O trio de especialistas de arbitragem do Grupo Globo foram unânimes na tarde desta segunda-feira ao analisarem no quadro “A Regra é Clara“, do programa Seleção SporTV, os lances polêmicos no clássico entre Flamengo e Botafogo, no Maracanã, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Para os ex-árbitros Sandro Meira Ricci, Paulo César de Oliveira e Sálvio Spínola, os rubro-negros Rafinha e Cuéllar deveriam ter sido expulsos por Raphael Claus.

E mais, o atacante Gabigol “sofreu sério risco” de tomar um cartão vermelho, por ter batido na bandeirinha de escanteio ao reclamar de uma falta e ter provocado o banco de reservas do Botafogo dentro da área técnica de Eduardo Barroca.

Confira abaixo todos comentários na íntegra:

Cuellár x Marcinho

– Lance para cartão vermelho. O Cuéllar não disputou a bola. Entrou por trás de uma maneira que poderia lesionar o Marcinho se ele estivesse com o pé apoiado. De sola… E se eu fosse o VAR, teria recomendado a revisão para mudança da aplicação do cartão (Paulo César de Oliveira).

– Todos nós concordamos com o cartão vermelho, lance claro, pela forma, de sola, em uma parte sensível que é o tornozelo do jogador Marcinho. E mais, na minha opinião, o árbitro Thiago Peixoto (VAR) não chamou (a revisão) pela reação do Marcinho, que logo se levantou revoltado com a entrada porque ele sabia que o jogador Cuéllar poderia ter quebrado a perna dele. Acho que o fato dele ter levantado e mostrado que estava bem pode ter intimidado o árbitro de vídeo. Era lance claríssimo para chamada do árbitro de vídeo (Sandro Meira Ricci).

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Rafinha x Alex Santana

– Segundo cartão amarelo! É um ataque promissor, sim. Segunda falta do Rafinha no jogo. Ele deu um carrinho sem atingir a bola, atingiu a perna. No meio do campo, não seria cartão amarelo. Se o Alex Santana estivesse de costas na lateral do campo, também não seria cartão amarelo. Para mim, não é violento, é uma falta tática, é cartão amarelo (Sálvio Spínola).

Gabigol

– No momento que ele (Raphael Claus) deu cartão amarelo para o Gabigol (na discussão com Gabriel), ele se prendeu e deixou de dar o segundo amarelo em lances importantes. Primeiro, em uma falta clara em que ele se revolta e tira a bandeirinha do lugar. E depois, quando ele faz o segundo gol, ao comemorar, ele passa dentro da área técnica do Botafogo fazendo a provocação do chororô. Então, realmente, o Gabigol correu um sério risco de ser expulso pelo segundo amarelo e também foi perdoado pelo Claus. A gente entende que muita coisa faz parte da administração do árbitro. Tem que tomar cuidado: o árbitro e o jogador para os próximos jogos (Sandro Meira Ricci).