Insatisfeito com a atuação do Paulo Roberto Alves Junior, do Paraná, que comandou a partida entre Botafogo e Palmeiras, no último sábado, no Mané Garrincha, em Brasília, o Alvinegro vai entrar com uma representação junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Além disso, o Glorioso pretende também acionar o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) visando a anulação da partida, válida pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. Os documentos devem ser enviados ainda hoje – as instituições ainda não foram comunicadas formalmente.

No decorrer confronto, o Botafogo foi punido com 11 cartões amarelos (Gustavo Bochecha, que era reserva, e o preparador de goleiros Flávio Tênius também receberam advertências), algo que foi lembrado pelo técnico Eduardo Barroca após a derrota por 1 a 0.

No STJD, o pedido será pela anulação do duelo alegando que o árbitro de vídeo foi utilizado de maneira indevida. O Alvinegro aponta que Paulo Roberto Alves Junior já havia determinado o recomeço do jogo e, após isso, foi ao monitor consultar a jogada que resultou no pênalti a favor do Palmeiras. De acordo com a regra, após o reinício da partida, não se poderia mais recorrer ao VAR.

No lance, que aconteceu no segundo tempo, há uma disputa dentro da área entre o zagueiro Gabriel e o atacante Deyverson, que caiu à frente do goleiro Gatito. Inicialmente, Paulo Roberto apontou simulação do palmeirense, aplicando, inclusive o cartão amarelo. Depois, ao ser chamado pelo árbitro de vídeo, reviu a decisão e marcou pênalti, por pisão de Gabriel em Deyverson – ele retirou o cartão do atacante e mostrou o amarelo para Gabriel.

Na súmula da partida, o árbitro não aponta nenhuma observação especial, salientando apenas que os acréscimos no tempo foram dados devido às substituições e análise do vídeo.

Após o jogo, Gabriel fez duras críticas à arbitragem e alegou que encostou em Deyverson, mas em um movimento natural de corrida, afirmando que não havia nem sequer reparado no adversário passando ao seu lado.

Fonte: UOL