O susto causado pelo afundamento de 40 centímetros de uma estrutura da cobertura do Engenhão não causará maiores transtornos à reforma na qual o estádio tem sido submetido. Segundo a RioUrbe, os funcionários poderão retomar o trabalho normalmente nesta segunda-feira, após serem liberados das atividades na manhã deste sábado.

Uma placa de ferro seria soldada quando se chocaram e geraram correria entre os funcionários, que foram orientados a deixar o local. Logo após o acidente, peritos da RioUrbe e do Consórcio Engenhão (formado por OAS e Odebrecht) foram ao local e descartaram o risco de desabamento e, consequentemente, a volta às obras na segunda.

Cerca de 700 funcionários trabalham na obra. Por ser fim de semana, o expediente ocorrem em tempo reduzido, apenas até às 14h. Por conta do acidente, muitos dos empregados deixaram o Engenhão por volta de 12h.

Prova de que o Engenhão não corre qualquer tipo de risco de desabar é que o treino do Botafogo, marcado para as 16h, está mantido. Já rebaixado, o time faz o último ajuste antes de encerrar sua participação no Brasileiro diante do Atlético-MG, em Brasília.

“Foi um susto grande demais. Uma correria enorme. Todo mundo com medo de trabalhar. Eles falam que não vai cair, mas foi maior correria, um passando por cima do outro. Vimos o ‘negócio’ cedendo lá”, disse um funcionário que não quis se identificar à Rádio Tupi.

Reportagem do UOL Esporte deste sábado explicam a situação das obras do Engenhão. O entorno do Engenhão está completamente quebrado. A Prefeitura está realizando ajustes nas ruas próximas, o que tem gerado grande transtorno para quem transita por essas vias. Além disso, o local apresenta pedaços de pedra e madeiras que inviabilizariam uma partida oficial no estádio.

Dentro do estádio, a situação é muito parecida. Quatro grandes máquinas, caminhões e container dividem espaço com as balizas dentro do campo principal do Engenhão, onde os jogadores realizaram alguns treinamentos nesta reta final de Campeonato Brasileiro. Até mesmo um dos funcionários da obra brinca com a situação: “tudo pronto em janeiro? Nem com a ajuda do papai Noel”.

Fonte: UOL