Pouco depois de ser eleito, Carlos Eduardo Pereira declarou em entrevista coletiva que a contratação de Clarence Seedorf não foi boa para o clube, já que Maurício Assumpção não soube rentabilizar a imagem do craque. Segundo o blog ‘Um Facho de Luz’, do portal ‘GloboEsporte’, o ex-presidente poderia ter conseguido ajuda financeira para bancar os salários do holandês, mas recusou e sequer quis conversar a respeito.

Ao chegar no Alvinegro, Seedorf e a empresária Deborah Martin teriam trazido consigo proposta da empresa aérea Emirates Airlines, que atualmente patrocina gigantes do futebol mundial como o Real Madrid, o Paris Saint-Germain, o Milan e o Arsenal. A oferta da companhia árabe seria pouco maior do que a que o clube recebia da Guaraviton, mas Assumpção se recusou a abrir negociações e irritou a agente do camisa 10 – que depois passou a barrar tentativas de ações de marketing que o ex-presidente buscava realizar.

Com isso, o pagamento dos altos salários de Seedorf – na faixa de R$750 mil mensais – recaíram apenas sobre as finanças do Glorioso, sem ajuda externa. Assumpção acreditava que a chegada do meia causaria substancial aumento na renda com sócio-torcedor e público do Engenhão, mas não foi o que aconteceu – possivelmente pelas condições ruins do programa, pioradas com o fechamento do estádio.

Com a posterior revelação de que uma empresa pertencente ao pai de Assumpção recebia comissão de 5% sobre o contrato com a Guaraviton, alguns desconfiam do motivo pelo qual o ex-presidente sequer quis conversar com a Emirates na ocasião. As dificuldades financeiras do clube, no entanto, seriam as mesmas com ou sem Seedorf, já que todas as receitas estão bloqueadas e não foi a contratação do holandês que causou o transtorno, e sim a sonegação e consequente exclusão do Ato Trabalhista causada pelo então mandatário alvinegro.

Fonte: FutNet e Globoesporte.com