O cenário ainda não é o ideal para o Botafogo. Mas a virada no Campeonato Brasileiro já começou a ser desenhada com a saída da zona de rebaixamento — o time é o 15º colocado na tabela. E o principal responsável pelo desafogo alvinegro é o ataque. Antigo pesadelo do técnico Ricardo Gomes, o setor viu seus números triplicarem nos últimos jogos.

Esse crescimento coincide com as entradas de Neilton e Sassá na equipe — fato que aconteceu há seis rodadas, na vitória por 3 a 0 sobre o América-MG. De lá para cá, o Botafogo marcou 12 vezes, construindo uma expressiva média de dois gols marcados por confronto.

Quando Ribamar, Aquino e Salgueiro se revezavam como principais esperanças do ataque, esse índice era de 0,57. Foram quatro gols marcados nas sete primeiras partidas. Os dois últimos jogadores sequer balançaram as redes.

Dores musculares impediram que Sassá participasse de todos os compromissos da reação alvinegra. Mesmo assim, o atacante marcou cinco vezes nas quatro oportunidades em que esteve em campo como titular: é o artilheiro da equipe no Brasileiro, com seis.

— Sassá teve uma lesão grave no ano passado, mas voltou com muita vontade — diz Ricardo Gomes: — Ainda sente um pouco a parte física, mas acredito que estará cada vez melhor.

A contribuição de Neilton extrapola os gols. Além de ter marcado duas vezes desde que foi promovido ao time titular, ele se tornou uma das principais armas da equipe ao exibir aquela que sempre foi sua principal característica: o drible preciso no confronto mano a mano com os defensores adversários.

No domingo, a dupla marcou os gols que garantiram a vitória por 2 a 1 sobre o Santa Cruz. A formação mais ofensiva que encarou o time pernambucano também contou com Camilo e Rodrigo Pimpão. Mas um dos atletas vai sobrar caso Airton tenha condições de jogo e Ricardo Gomes opte por voltar ao esquema com três volantes. Sem ritmo de jogo, Pimpão terá que correr atrás.

Fonte: Extra Online