Não tenho os dados estatísticos, mas por dedução absolutamente empírica ouso considerar infeliz o expediente utilizado por Willian Arão para deixar o Botafogo.

Com o agravante de decidir não cumprir um pacto estabelecido em contrato para, ao que tudo indica, transferir-se para um clube rival da mesma cidade.

“Ele não está feliz no clube”, me diz alguém que acompanha de perto (mas de bem pertinho, mesmo) toda essa história.

“E profissional nenhum deve trabalhar onde não se sente bem”, completa o respeitado cidadão, citando códigos e leis que sustentariam a estratégia desenhada pelo próprio pai que o empresaria.

Aos 23 anos, Arão é do tipo acostumado a bater-cabeça.

Já passou pela base do São Paulo, já tentou a vida no Espanyol de Barcelona, já sonhou em ser titular do Corinthians e já até viveu a dureza de jogar em clubes de menor expressão no cenário nacional, como Atlético-GO, Chapecoense e Portuguesa.

Acabou tendo a chance de mostrar o seu jogo com a gloriosa camisa do Botafogo.

Ao talentoso eu recomendaria prudência.

Histórias como a dele geralmente não dão certo.

Mais tempo, menos tempo, o destino cobra.

E cobra caro…

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira - Extra Online