Bota chega a 2 meses de atraso; 3 nos direitos de imagem

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 Embora os resultados dentro de campo sigam positivos, fora dele o Botafogo parece longe de arrumar uma solução para seus problemas. Em sua volta a cidade do Rio de Janeiro após 96 dias, o elenco alvinegro não se concentrou para a partida das 18h30 deste sábado, contra o Náutico, pela 8ª rodada do Brasileiro. A atitude é novo protesto contra o atraso de salários, que chega ao 2º mês neste dia 20.

A volta à capital carioca abriu espaço para que os jogadores retomassem o veto à concentração. Como a medida valia para as partidas disputadas na cidade, o elenco havia deixado de lado o boicote após a interdição do Engenhão. A medida foi tomada pela última vez no confronto com o Corinthians, no dia 26 de maio, no Pacaembu. Por sinal, esta foi a única vez em compromissos fora do estado. Já a última partida no Rio havia sido realizada em Moça Bonita, no dia 14 de abril: a vitória por 4 a 1 sobre o Nova Iguaçu, ainda pelo Carioca.

O novo veto à concentração foi comunicado pelos jogadores em reunião com a diretoria após o treino da última sexta-feira, no Engenhão. A decisão, no entanto, já havia sido tomada nos dias anteriores. O elenco se apresentará apenas às 12h deste sábado para almoçar e seguir unido para o jogo às 18h30 em São Januário. Os atletas mudaram a programação inicial do clube, que previa a estadia do grupo em General Severiano na noite da véspera do compromisso.

O problema salarial ainda deve perdurar em General Severiano. O time não tem previsão para botar os vencimentos em dia, embora exista a expectativa dos dirigentes de quitar ao menos um mês na próxima semana. Já os direitos de imagens – pagos a apenas uma parte menor do elenco – completam três parcelas de atraso neste sábado.

Instaurada no começo deste ano após o aumento do bloqueio de receitas por conta da Fazenda Nacional, a crise financeira do Botafogo explodiu após a interdição do Engenhão por problemas na cobertura. Coincidentemente, o primeiro boicote à concentração aconteceu dois dias antes do fechamento do estádio, no dia 26 de março, na vitória por 2 a 1 sobre o Bangu em Moça Bonita, pelo Carioca.

Sem o estádio – fechado para obras até 2015, o Botafogo vendeu Fellype Gabriel e Andrezinho na tentativa de reequilibrar as contas. No entanto, o dinheiro pago por Sharjah-EAU e Tianjin Teda-CHI, respectivamente, não entrou nos cofres alvinegros. Os valores foram bloqueados pela Fazenda Nacional. De acordo com o balanço de 2012 do clube, a dívida com a instituição federal supera os R$ 70 milhões. O time de General Severiano teria cerca de R$ 8 milhões a receber nas transações.

O veto à concentração deve acontecer com mais frequência nos próximos jogos de mando do Botafogo. Tudo porque o clube se aproxima de um acordo com o Maracanã, podendo assim voltar a atuar no Rio de Janeiro regularmente. A diretoria do Alvinegro está confiante em um acerto nos próximos dias.

Fonte: UOL

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