O Botafogo contratou um advogado tributarista para acionar a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) na Justiça no intuito de bloquear cerca de R$ 17 milhões retidos. O objetivo é utilizar este valor para seguir pagando as parcelas do Profut, programa de refinanciamento das dívidas dos clubes.

As regras do Profut estabelecem que os clubes podem usar o dinheiro bloqueado pela Receita Federal para quitar dívidas com a União. No entanto, desde que aderiu ao programa, em janeiro, o Botafogo vem tentado, sem sucesso, usar a receita. O Alvinegro já acionou a PGFN em várias oportunidades, mas não teve resposta.

– Queremos usar o dinheiro “podre” como está previsto no Profut. Tentamos há mais de seis meses, o dinheiro está parado, mas a PGFN simplesmente não nos responde. Esse dinheiro poderia estar sendo investido no futebol – lamentou o presidente Carlos Eduardo Pereira, em entrevista ao Globoesporte.com.

O Botafogo paga mensalmente cerca de R$ 450 mil ao Governo Federal e, desde o início do ano, já desembolsou aproximadamente R$ 3 milhões. A dívida do Botafogo é a maior do futbol brasileiro: R$ 731,1 milhões, conforme o último balanço divulgado.

Fonte: Globoesporte.com