No duelo entre a regularidade alvinegra e a ascensão tricolor, o Botafogo pode apostar na estatística contra o Fluminense, hoje, às 19h, em Volta Redonda. Nos recentes confrontos entre as equipes, o time de Ricardo Gomes soube jogar fora de seus domínios. Já os comandados de Levir Culpi têm sido mais caseiros e os bons resultados só saíram no Maracanã, que receberá as finais nos próximos dois domingos.

Nas últimas 10 partidas, o Botafogo venceu quatro e empatou uma, entre 2013 e 2016. Dos cinco jogos, quatro foram longe do Rio: Volta Redonda, Cariacica, Brasília e Recife. O outro aconteceu no Engenhão.

No Maracanã, nesse período, o tricolor venceu três vezes, empatou uma e perdeu outra. Porém, o Fluminense sequer precisa derrotar o rival para chegar à final. Basta que o último placar (1 a 1, no Raulino de Oliveira) se repita novamente na Cidade do Aço. A equipe tem a vantagem da igualdade por ter terminado em segundo lugar na Taça Guanabara.

Por este viés, talvez os números possam favorecer o tricolor. O Botafogo precisa da vitória. Ou seja, de gols. Algo bem mais escasso em General Severiano do que nas Laranjeiras. Entre os quatro semifinalistas, o alvinegro tem o pior ataque, com apenas 20 gols em 15 partidas, contra 29 do Flamengo, 28 do Vasco e 26 do Fluminense.

O técnico Ricardo Gomes está ciente deste desequilíbrio, pois tem a defesa menos vazada — sofreu somente sete gols.

— Nosso trabalho é no dia a dia. A semana inteira foi focando no ataque. Nossa deficiência é no último terço do campo. Trabalhamos isso de diversas formas. Buscamos o equilíbrio. Se sairmos para o ataque, com esse time do Fluminense, é morte certa. Temos a obrigação da vitória, mas de forma equilibrada — disse o treinador, que perdeu apenas uma partida na competição (Vasco) e teve 100% de aproveitamento contra os times pequenos.

FLUMINENSE ACEITA FAVORITISMO

Fora a vantagem do empate, o Fluminense chega à semifinal com a leveza de quem superou altos e baixos desde o início da temporada e encontrou o eixo com o técnico Levir Culpi, que sofreu somente um revés, também diante do Vasco. A boa fase foi confirmada com o título da Primeira Liga, na última quarta-feira, na vitória sobre o Atlético-PR por 1 a 0, gol de Marcos Júnior. Levir não recusa o favoritismo tricolor:

— Jogamos por dois resultados. Temos uma vantagem numérica sobre o Botafogo. Mas durante o jogo, ninguém sabe o que vai acontecer. Não podemos abdicar do ataque.

Mas, na última vez que decidiram — a Taça GB de 2015 —, o Botafogo ganhou nos pênaltis (9 a 8) — o Flu venceu o primeiro jogo por 2 a 1, mas perdeu o segundo pelo mesmo placar. Na final do Carioca, o alvinegro foi derrotado pelo Vasco (1 a 0).

BOTAFOGO FAZ MISTÉRIO SOBRE ESCALAÇÃO

Com Fred de volta ao ataque tricolor e os zagueiros Carli e Emerson confirmados na zaga alvinegra, Fluminense e Botafogo vão a campo com o que tem de melhor. O técnico Levir Culpi apenas aguarda a avaliação médica sobre Jonathan para escalá-lo na lateral direita — o jogador treinou normalmente ontem e sexta-feira. Com isso, Wellington Silva volta à lateral esquerda. O treinador não faz mistério também no meio-campo e no ataque. Fred terá a seu lado Osvaldo, com Marcos Júnior, autor do gol do título da Primeira Liga no banco.

No Botafogo, além de Carli e Emerson na zaga, o técnico Rocardo Gomes confirmou a dupla de ataque com Salgueiro e Ribamar. A única dúvida está no meio-campo, entre Leandrinho, que vinha jogando, e Fernandes, recuperado de lesão. Ricardo Gomes disse que tiraria as dúvidas no treino de ontem, mas não divulgaria sua decisão.

— Vocês só vão saber momentos antes da partida — garantiu aos jornalistas.

Fonte: O Globo Online