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Botafogo já tem prejuízo de R$ 381 mil com o Carioca. Ferj lucrou R$ 392 mil

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O dia 2 deste mês talvez seja o retrato fiel da penúria dos clubes no Campeonato Estadual. Vasco e Botafogo fizeram o primeiro clássico da competição e levaram, juntos, quase R$ 10 mil para casa. Enquanto isso, a Federação de Futebol do Rio (Ferj) abocanhou mais de R$ 31 mil (10% da receita bruta, taxa aprovada em Conselho Arbitral). Com pouco público e despesas sem fim, os clubes pagam a conta e a Ferj é a campeã de receita.

Das 56 partidas disputadas até o começo da oitava rodada, 50 deram prejuízo de bilheteria. Dos 16 clubes que participam do Estadual, 10 só fizeram perder dinheiro, sendo dois deles os grandes Vasco e Botafogo, que já acumulam uma perda superior a R$ 600 mil. Já a Ferj lucrou R$ 392.788,20.

No último Fla-Flu, enquanto os clubes tiveram direito a pouco mais de R$ 192 mil (o Rubro-Negro ainda teve descontados quase R$ 30 mil de penhora), a Federação ficou com mais de R$ 104 mil.

— Não é uma crítica ao Estadual, mas só há lucro nos clássicos e na fase final. As despesas são muitas, é difícil pagar — lamenta o diretor geral do Vasco, Cristiano Koehler.

A análise dos borderôs aponta números impressionantes. O delegado de uma partida (responsável por relatar tudo que acontece) chega a receber R$ 2,6 mil em um clássico. A Ferj cobra ainda R$ 20 mil por despesas operacionais (quadro móvel) em jogos no Maracanã. Somadas essas despesas, os clubes já desembolsaram mais de R$ 470 mil.

Como não é obrigatório no Estadual, os clubes grandes pagam o antidoping, que pode custar até R$ 6.480,00 dependendo do local da partida (em clássico, o valor é dividido). Taxas como expediente (papel para súmula), bombeiros e aluguel de grades também ficam a cargo dos clubes. Esta última já custou mais de R$ 130 mil aos grandes.

Os pequenos também sofrem. Audax, Bonsucesso, Duque de Caxias e Friburguense tiveram pequeno lucro porque jogaram no Maracanã ou dividiram a arrecadação com um grande, caso da equipe da região serrana, que enfrentou o Flamengo no Eduardo Guinle.

— Vamos ter um prejuízo acima do previsto. Temos conversado e ano que vem deve ser melhor — diz o presidente do Bangu, Jorge Varela.

 

Foto: Arte Felipe Nadaes

Abaixo a posição da Federação de Futebol do Rio

Até o momento a Federação lucrou quase R$ 400 mil apenas com a taxa dos jogos (10% da renda bruta), enquanto 10 clubes tiveram prejuízo, sendo que dois grandes somam juntos um prejuízo de R$ 640 mil. Como a Federação vê essa situação?

– As receitas percentuais da Ferj têm previsão estatutária, aprovada em Assembléia Geral e nenhuma alteração tem ocorrido ao longo de muitos anos. Em relação à apuração do resultado financeiro dos jogos, você deixou de considerar a quota de um clube destinada a cada uma de suas partidas. Assim sendo, e somente como exemplo, o menor valor recebido por um clube grande até a sétima rodada, foi de aproximadamente R$ 1. 530.000,00. Se levarmos em conta as receitas mensais do programa sócio torcedor os resultados serão muito mais expressivos. Dos clubes de menor investimento a receita nas sete primeiras rodadas variou de R$ 128.000,00 a R$ 764.000,00. Existem inúmeras rubricas nas despesas das partidas que deixaram de ser analisadas e destacadas, cujos valores chegam a três vezes mais da que aqui ora está sendo questionada. Somente nos jogos do Flamengo, no Maracanã, em 3 partidas, o aluguel de campo foi de R$ 460.000,00, o custo operacional do estádio totalizou R$ 340.000,00 e os ingressos promocionais reduziram a receita em mais de R$ 80.000,00.

Como a Federação explica o artigo 11 (parágrafo primeiro), do regulamento, que obriga os clubes pequenos a lançarem no borderô 25% da capacidade liberada para os jogos como sendo ingressos vendidos?

A receita é integralmente do mandante e tal procedimento não interfere na sua despesa, mas apenas o procedimento adotado permite oferecer à tributação os valores contabilizados, podendo dispor dos ingressos da forma como melhor lhe convier. Como é do conhecimento de todos o regulamento é discutido e aprovado pelos clubes. Nada é ou pode ser inserido, suprimido ou imposto sem que haja a aprovação dos mesmos. Já que foi observado o artigo 11, acreditamos ser importante a leitura do artigo 28 do regulamento em questão.

Qual o critério utilizado para “despesas operacionais” de R$ 20 mil em jogos no Maracanã, e de cerca de R$ 1200 para jogos entre os pequenos?

Tal comparação não faz sentido e como diria Nelson Rodrigues: “trata-se de um óbvio ululante!”. Há jogos em que o custo operacional cobrado pelo Maracanã chega a aproximadamente R$ 150.000,00, variando na razão direta em função da necessidade de pessoal e especificidade das funções de cada um. A diferença entre estádios citados é mais do que clara. O aluguel do campo do Bangu corresponde a R$ 12.000,00 enquanto o aluguel do Maracanã corresponde a aproximadamente 250.000,00. Um evento no Copacabana Palace não tem o mesmo custo de um evento numa casa de festas de bairro.

Qual o critério para o valor estipulado pago aos delegados dos jogos?

Prerrogativa privativa a quem compete decidir sobre a matéria e não se afasta dos critérios usados pelas empresas para remunerar seus funcionários e prestadores de serviços, em função da qualificação de cada um, importância do cargo e responsabilidade da função. Certamente o editor do jornal deve ganhar mais do que o repórter: qual o critério? Qual o critério para os valores estipulados pago aos diversos repórteres?

Se a Federação tem um contrato com a Equiloc, porque a utilização de grades para venda de ingressos e acesso de público nos estádios é paga pelos clubes?

A Ferj não tem contrato com a empresa em questão nem com qualquer outra, dentre muitas cujos serviços fazem parte das despesas do estádio ou de uma partida de futebol. As despesas de jogo são contabilizadas em borderô e pagas pelos clubes desde 1933, quando do início do profissionalismo do futebol e tem previsão em regulamentos aprovados pelos clubes (REC e RGC) ou em acordo entre os mesmos.

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