Um dos primeiros abacaxis a serem descascados pela nova diretoria do Botafogo será a assinatura do contrato para fornecimento de material esportivo. A alemã Puma, empresa que veste os atletas alvinegros desde 2012, já anunciou que não tem interesse em prorrogar o acordo que se encerra em dezembro. Agora, o presidente Carlos Eduardo Pereira corre atrás de um novo parceiro que possa trazer dinheiro novo para o clube.

E corre pelos bastidores de General Severiano a possibilidade de que este “novo” fornecedor pode não ser tão novo assim. Explica-se: o clube perdeu em segunda instância a ação movida pelo Grupo DAS, responsável pela marca Fila, que cobrava ressarcimentos pelo rompimento unilateral, em 2011, do contrato que deveria ter ido até a Copa do Mundo de 2014. Alegando mau atendimento no fornecimento de peças do uniforme, o presidente Mauricio Assumpção reuniu testemunhos de lojistas e torcedores e conseguiu na Justiça o rompimento do contrato, sem o pagamento da multa indenizatória de R$ 10 milhões. Assinou contrato de 36 meses com a Puma, recebendo R$ 5 milhões por ano, e empurrou o caso para a Justiça. Perdeu. Agora, a saída pode ser um acordo com a própria DAS, fabricante no Brasil também das marcas Umbro, Adidas e Nike, semelhante ao que o Vasco fez com a Penalty em 2010. Assina um novo contrato de longo prazo e compõe o valor devido.

Fonte: Coluna do Gilmar Ferreira - Extra