​Um passo de cada vez. Esse é o Botafogo projetando a próxima temporada. Se por um lado a torcida já cobra por reforços, por outro a diretoria ainda não pensa em nomes. A atual diretoria se prepara para mais um ano com os pés no chão e sem grandes investimentos. O VP Geral e candidato à presidência, Nelson Mufarrej, não garante contratações para 2018 e enxerga as melhores oportunidades nas divisões de base, que terá maior integração com o elenco profissional a partir da confirmação do novo centro de treinamento.

“Ainda não conversamos (sobre reforços). Vamos aguardar o final do campeonato, é onde poderemos ter uma dimensão maior. Sabemos que da base vão subir alguns jogadores, vamos contar com ela. Está sendo bem preparada. Com o CT, essa integração entre o profissional, o sub-20 e o sub-17 vai ser muito boa. Sabemos que o ano de 2018 vai ser muito difícil, mas sou otimista e talvez algumas contratações vão existir, mas ainda sem determinar se vai ser o Messi, Neymar ou outro jogador. Temos que aguardar até terminar o campeonato para ter uma avaliação perfeita para o que vamos precisar e o Jair vai precisar”, disse.

O Botafogo vai encarar 2018 da mesma forma que 2017, mantendo o elenco – a diretoria já renovou com várias peças – e com austeridade financeira. Como Nelson Mufarrej projetou, o objetivo é seguir aproveitando a base, como já foi feito neste ano. O atual elenco já conta com Saulo, Fernando, Marcinho, Marcelo, Emerson, Igor Rabello, Fernandes, Bochecha, Matheus Fernandes, Wanderson, Leandrinho e Vinícius Tanque, além de outros jovens que apareceram em alguns relações, casos de Ezequiel e Amilcar, por exemplo. Todos criados nas divisões de base do clube.

Para colocar os projetos em prática, a atual diretoria trata com otimismo a continuidade do trabalho. Para isso precisa vencer as eleições presidenciais do dia 25 de novembro. Nelson Mufarrej e Carlos Eduardo Pereira são os concorrentes pela situação, enquanto Marcelo Guimarães e Mauro Sodré formarão a chapa de oposição.

Carlos Eduardo Pereira assumiu o Botafogo em 2015 com o objetivo de neutralizar as contas. Desde então, o presidente se manteve firme na promessa e, a partir da adesão ao Profut, conseguiu diminuir a dívida em 64%: de R$ 245 para 86,7 milhões. Os planos para o próximo triênio não mudam. O mandatário promete um time competitivo, mas gatante que não irá fazer voos arriscados.

“Não muda o que eu disse na primeira entrevista em um programa de televisão. O Botafogo precisa de uns oito anos de uma gestão responsável que persista nesses pilares, na captação de novos recursos. Eu acho que o CT pode ser um elemento que venha a turbinar novas receitas e antecipar esse prazo, mas a responsabilidade fiscal é fundamental e o trabalho dentro de um orçamento responsável é fundamental. Isso não vai mudar. o Nelson é uma pessoa comprometida com esses valores. O que a torcida pode esperar é o que a gente tem feito, uma equipe homogênea, muito lutadora, capaz de alcançar muito bons resultados, porém sem exagero de investimento”, completou.

Fonte: Esporte Interativo