Bota vê eleição ‘sem oposição’. Montenegro: ‘É muito fraca, poucas pessoas’

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O Botafogo passará por eleições presidenciais em novembro de 2014. Após dois mandados consecutivos (assumiu 2009), Maurício Assumpção não poderá concorrer. A oposição, por outro lado, praticamente inexiste e ainda não tem um candidato definido, embora Carlos Eduardo Pereira, que perdeu em 2011, deva estar no pleito.

Um dos nomes que mais tem se movimentado nos bastidores é do ex-diretor de marketing Marcelo Guimarães. Após ser demitido por Assumpção, em 2012, ele decidiu participar da vida política do clube e faz campanha para que novos sócios proprietários participem das próximas eleições. Para que isso seja possível, esses torcedores devem dar entrada na papelada até o dia 20 de outubro para cumprir o tempo mínimo de ligação com o Botafogo e ter direito a voto.

Enquanto a oposição se mobiliza para aumentar o número de sócios proprietários, a situação ignora a questão. Segundo apuração do UOL Esporte, existe grande otimismo de vitória para o sucessor de Maurício Assumpção com o atual quadro e, portanto, não há vontade de aumentar este quórum.

Presidente do Botafogo durante a conquista do Brasileiro de 1995, Carlos Augusto Montenegro continua inserido e atuante na vida política do clube. Ele critica a oposição do Alvinegro e faz elogios à administração do grupo liderado por Maurício Assumpção.

“A oposição no Botafogo é muito fraca. São muito poucas pessoas, que já tiveram na situação e agora estão na oposição. E é mais oposição às pessoas, não aos projetos. É um grupo de 30 pessoas, que se chama “Mais Botafogo” e que o Maurício [Assumpção] já fez parte. A oposição já foi mais ativa. Até porque não há o que contestar”, disse.

“É contra o trabalho feito na base? Não. É contra Seedorf? Não. Contra o remo? Não. Poderia ter feito algo pelo Engenhão? Não. Eles não fariam nada diferente. Aí fica difícil. O que eles mais reclamam é que o Assumpção é dentista. Mas e daí? Faz um grande trabalho”, completou.

E a oposição poderá ficar ainda mais enfraquecida. Carlos Eduardo Pereira está com uma postura mais radical com relação à atual gestão. Desta forma, poderá surgir um terceiro grupo político, formado por uma ala menos agressiva, dividindo os sócios insatisfeitos com Maurício Assumpção.

A situação do Botafogo ainda não se decidiu sobre quem dará sequência ao trabalho feito por Assumpção. Três nomes aparecem com força: o atual vice-presidente geral do Botafogo, Paulo Mendes, ex-vice de finanças Claudio Good e o ex-vice de futebol em 1995, Alberto Macedo. O objetivo é definir o candidato ainda em 2013 para ter mais tempo de preparar a campanha.

Fonte: UOL

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