BOTAFOGO VENCE FREGUÊS FLUMINENSE E DÁ GRANDE PULO NA CLASSIFICAÇÃO

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O Fluminense serviu de trampolim para o grande salto do Botafogo na tabela. Ao vencer o tricolor por 2 a 0, no Mané Garrincha, em Brasília, o alvinegro passou de 17º para 12º, cinco posições acima da zona de rebaixamento. Nas Laranjeiras, a derrota, a segunda em dois jogos, teve efeito devastador. Mais uma vez, como diante do América-RN na Copa do Brasil, o time levou gols em sequência e só continuou no G4 por ter uma vitória a mais que o São Paulo, quinto colocado.

Os dois gols saíram no segundo tempo e a torcida de Brasília merecia mais que o medíocre primeiro tempo entre Botafogo e Fluminense no clássico conhecido como “Vovô”. Não existe melhor palavra para definir o decadente futebol praticado por ambos Erros de passe, inúmeras faltas, poucas conclusões e nenhuma emoção, a não ser a que emanava das cadeiras. Antes do intervalo, a bola ficou parada durante 55% do tempo. O que explica as vaias para ambos os times.

Sem vencer o Botafogo desde outubro de 2012 (quatro derrotas e dois empates), o Fluminense parecia ainda sentir o baque da eliminação vergonhosa na última quarta-feira da Copa do Brasil para o América-RN. Fred só apareceu quando raspou o rosto na grama. O tricolor estava ferido em todos os setores. Somente aos 18 minutos, Cícero chutou e Jéfferson espalmou.

Do lado do Botafogo, a falta de um meio-campo de técnica refinada fazia o time cometer faltas e ficar sem saída para o ataque. As duas melhores chances foram com Edílson. Primeiro aos 30, quando chutou de fora da área e a bola passou raspando o travessão. Cavalieri ficou só olhando. Depois, aos 35, em uma cobrança de falta forte e rasteira para fora.

No começo do segundo tempo, o Botafogo voltou melhor, pressionou no começo e por pouco não chegou ao gol logo antes do primeiro minuto, com Daniel, que chutou rasteiro para defesa de Cavalieri com as pontas dos dedos.

Para uma partida até então medíocre, o lance parecia acender uma faísca de bom futebol capaz de incendiar o jogo. No lance seguinte, Gabriel concluiu fraco para defesa de Cavalieri. A jogada aconteceu porque Valencia errou o domínio da bola. E o gol, que amadurecia, só não foi possível porque faltou categoria a Gabriel.

Do outro lado, aos 9, Carlinhos isolou por cima do travessão uma chance clara, de frente para Jéfferson. A opção de Cristóvão para tentar chegar ao gol era Walter, que entrou no lugar de Cícero. Substituição que seria determinante para o Fluminense perder o meio-campo e o jogo. Visivelmente fora de forma, Walter foi um peso em campo. Seu parceiro no ataque, Fred, também não jogava de uma maneira leve. Aos 15, o capitão perdeu o domínio e a boa chance.

DOIS GOLS EM TRÊS MINUTOS

Como quem não faz leva é um dos ditados mais certos do futebol, o Botafogo abriu o placar aos 19. Zeballos deu bom passe para Daniel, que tirou de Henrique e acertou o ângulo de Cavalieri.

Como aconteceu na última quarta-feira no Maracanã, o Fluminense levou gols em sequência: aos 22, Ferreyra cruzou rasteiro e Zeballos fez o segundo da vitória alvinegra.

O Botafogo ofereceu campo para jogar no contra-ataque. No desespero para chegar ao menos ao empate no placar, o Fluminense foi para cima e Fred, aos 31, deixou Conca na cara do gol, mas o argentino chutou para fora. Outra grande chance foi perdida por Walter, aos 38, quando ele preferiu cruzar em vez de chutar de dentro da área. Aos 40, Jean deu seu único chute de fora da área em toda a partida. Jéfferson defendeu.

No lance seguinte, a arbitragem marcou pênalti de Júlio César em Rafael Sóbis. Fred, que teve outra atuação bisonha, isolou a cobrança.

Fonte: O Globo Online

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