A diretoria do Botafogo não garante que receberá o reembolso cobrado da Prefeitura nos próximos dias. Mesmo com decreto do prefeito Eduardo Paes, o clube não tem certeza do repasse dos valores gastos com luz, água, segurança e limpeza do estádio. Do decreto em que Paes ordena o pagamento de R$ 4,3 milhões à Secretaria Especial de Concessões e Parcerias Público Privadas, apenas R$ 2,6 milhões estrariam nas contas do clube.

O motivo do receio alvinegro está na falta de informações presentes no decreto. Segundo o vice jurídico do Botafogo, Domingos Fleury, não há nenhuma indicação de que o clube será beneficiado com o repasse. Após as conversas com a Prefeitura, nos últimos dias, a expectativa é de que apenas parte da dívida de R$ 3,5 milhões seja abatida.

— Quando você analisa o decreto, não há indicação de pagamento ao Botafogo. Não temos nenhuma garantia de que receberemos o dinheiro e, pelas informações que tivemos, apenas R$ 2,6 milhões seriam repassados ao Botafogo. Se for feito, o pagamento deve cair na conta na próxima terça-feira — antecipou o dirigente.

A cautela sobre o pagamento foi apresentada pelo presidente Carlos Eduardo Pereira. O mandatário preferiu não comentar o reembolso até que ele realmente seja feito.

— Desculpe, mas só vou falar sobre isso quando recebermos os recursos. Vamos aguardar — limitou-se a dizer o presidente alvinegro Carlos Eduardo Pereira.

No início da semana, o Botafogo chegou a fechar as portas do Nílton Santos para a entrada dos operários que trabalham nas obras do estádio. O objetivo foi pressionar a Prefeitura a pagar os reembolso e mostrar os problemas que o clube enfrenta para gerir o estádio em meio aos problemas financeiros.

Fonte: Extra Online