O presidente do Botafogo Carlos Eduardo Pereira confirmou à ESPN que o Flamengo não jogará mais no Estádio Nilton Santos, o Engenhão.

“A questão da utilização do estádio Nilton Santos já havia sido tomada há muito tempo”, disse, e afirmou que “o Flamengo não joga mais no Engenhão.”

Segundo ele, a única razão pela qual os rivais jogaram no estádio no último domingo foi “porque o adversário era o Botafogo.”

Além disso, o presidente descreveu a violência vista nos arredores do estádio como “absoluta barbárie”.

“O Botafogo transmitiu suas preocupações para a Polícia Militar diante das observações feitas nos arredores do estádio. Não era atribuição do Botafogo decidir se o jogo seria cancelado ou não.”

Sobre futuras medidas a serem tomadas, Carlos Eduardo disse: “Estamos avaliando o que aconteceu no Estádio Nilton Santos, ontem, e vamos nos posicionar de forma clara. É um jogo de alto risco e, na próxima quarta-feira, a partida está confirmada (contra o Olimpia). Temos muita confiança de que estará tudo em ordem e com total segurança para os torcedores.”

No twitter, após o jogo, os dois clubes trocaram farpas. “As postagens de Twitter colocadas após o jogo não passam de questão de opinião. Já durante o jogo, isso não influenciou de forma alguma”, disse o mandatário botafoguense.

Em resposta, o presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Melo, disse lamentar, mas respeitar a medida tomada pelos rivais.

“Essas atitudes só servem para acirrar os ânimos e incitar a violência. Na semana passada, um torcedor do Fluminense foi agredido com uma barra de ferro. Ontem um outro torcedor também foi alvejado. Uma hora dessas, acho que acirrar os ânimos é muito pior. Nem vou comentar as declarações sobre falta de ética (no caso Arão)”, disse.

“Sobre nossas decisões, fazem parte dos direitos do Flamengo. Não há conotação de desrespeito com outros clubes. Temos que trabalhar para acabar de vez com a violência nos estádios e identificar os envolvidos. Não podemos ficar colocando panos quentes na situação.”

Bandeira ainda questionou o protocolo seguido pelo Botafogo: “O mando de campo era do Botafogo, o Flamengo só participou de uma reunião na quinta-feira, que aconteceu normalmente. Depois recebi um comunicado do Botafogo, questionando se eu sabia que o jogo estava sob risco, e eu não sabia de nada.”

Também sobre as farpas trocadas nas redes sociais, o presidente flamenguista lamentou: “O tuíte realmente foi infeliz, pois quando ele foi feito, não existia o conhecimento de que um torcedor havia morrido. Mas acho que, em momento nenhum, alguém poderia ver apologia à violência.”

Fonte: ESPN.com.br