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Clube ganha R$ 1,3 mi com bilheteria da Libertadores e dirigente justifica preços

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Não há dúvida: a grande atração do Botafogo na Libertadores tem sido sua torcida. Contra San Lorenzo e Deportivo Quito, 73.274 torcedores pagaram para assistir às partidas no Maracanã. Além do benefício técnico da pressão exercida pela arquibancada, ressaltado pelos jogadores e pelo técnico Eduardo Húngaro, o clube festeja uma vitória financeira. Nos dois jogos, a receita total foi de R$ 3.792.780,00.

– A presença de público e a adesão ao programa de sócio-torcedor são fundamentais para manter o espírito da equipe e, para um clube que trabalha com o caixa sempre no limite, esses recursos são vitais – afirmou ao GLOBO Sérgio Landau, diretor-executivo do alvinegro.

Em 2013, o melhor público (desconsiderando clássicos) do Botafogo só aconteceu no último jogo do ano, quando o time contou com a ajuda da torcida para terminar o Brasileiro em quarto lugar. Na partida contra o Criciúma, 28.340 torcedores (34.354 presentes) pagaram em média R$ 18,42 para ver a vitória por 3 a 0.

Há uma semana, contra o Deportivo Quito, foram 45.159 pagantes (50.638 presentes) a um preço médio de R$ 48,65. Na vitória de terça-feira, contra o San Lorenzo, o público caiu para 28.116 pagantes, e o preço médio subiu para R$ 56,74.

A mudança no preço das entradas acontece porque, contra o Criciúma, a diretoria fez promoção dos ingressos, vendidos a R$ 20 (R$ 10 a meia). Contra o Deportivo Quito, o ingresso mais barato custou R$ 60 (R$ 30 a meia-entrada). Na última terça-feira, o preço subiu para R$ 80 (R$ 40 a meia). Apesar da escalada dos valores, Landau garantiu que não haverá preços abusivos em caso de classificação para as próximas fases da Libertadores.

– Não vamos cobrar R$ 200 – disse Landau, que revelou que o aumento do preço causou polêmica. – Houve uma discussão muito forte internamente sobre o preço do ingresso contra o San Lorenzo. Na fase anterior, existia o apelo do jogo mata-mata. Quando você entra no grupo, a gente entende que é um produto diferenciado. Para isso, temos de ter um plantel que permita avançar na Libertadores e, mais adiante, fazer um belo Brasileiro.

Pela Libertadores, o time fará, na sequência, dois jogos fora: contra Unión Española, no Chile, dia 26, e Independiente del Valle, no Equador, em 12 de março. Só dia 18 de março o alvinegro voltará ao Maracanã, contra o Independiente del Valle. O ingresso mais barato deve continuar a R$ 80. A venda será iniciada com duas semanas de antecedência. Contra o San Lorenzo, uma das reclamações foi a demora para as vendas, só iniciada na tarde de sexta-feira passada.

Apesar dos quase R$ 3,8 milhões de bilheteria nos dois jogos, o Botafogo ficou com apenas 33,6% da renda, ou R$ 1,27 milhão. O restante foram despesas como taxas e custos operacionais. A Federação do Rio recolheu R$ 369 mil, e a Conmebol, R$ 379 mil. A concessionária que administra o Maracanã ficou com R$ 949 mil. Na última semana, o Botafogo alterou o acordo com a gestora do estádio. Se contasse com o Engenhão, interditado desde março passado, e com prazo de entrega para novembro deste ano, o alvinegro teria maiores lucros.

– Renderia mais, mas, agora, temos um contrato mais equilibrado com o Maracanã, que permite que, dependendo do público, tenhamos participação de 70% do resultado (das bilheterias). No nosso estádio, a receita seria, praticamente, de 100% – lamenta.

Ao deixar o discurso de executivo do clube de lado, Landau destaca a emoção que sentiu.

– Frequento jogos há 50 anos. Vi partidas com 170 mil torcedores, vi a Copa das Confederações, mas esses dois últimos jogos do Botafogo e a forma como a torcida se manifestou foram contagiantes para o clube e para todo o time.

Eduardo Húngaro faz coro:

– O torcedor, mais uma vez, deu show e nos empurrou para a vitória – disse, após o último triunfo. – Ele tem que se sentir parte dessa vitória.

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