Arena Botafogo, a casa do Botafogo em 2016 (Foto: Vítor Silva /SSPress)

O Botafogo espera inaugurar a Arena Botafogo, já liberada pela CBF, no clássico contra o Flamengo em 16 de julho. O clube investiu R$ 5 milhões na reforma do Estádio Luso Brasileiro, da Portuguesa-RJ, localizado na Ilha do Governador. O propósito da empreitada é, primeiro, esportivo. O time vai sofrer menos desgaste com viagens ao jogar dentro da capital. Mas é também financeiro. Os botafoguenses querem arrecadar mais e gastar menos com a casa provisória.

Do lado das despesas, a diretoria calcula que cada jogo vai representar uma economia de cerca de R$ 100 mil. É o valor que o clube gasta em aluguéis de estádios, transporte e estadia fora da cidade do Rio de Janeiro. Só no primeiro turno do Campeonato Brasileiro o Botafogo será mandante de três jogos.

Nas receitas, a projeção é arrecadar R$ 3,5 milhões até o fim do contrato em 31 de dezembro. O número engloba receitas com bilheterias e sócios-torcedores – o programa de associação fica mais forte quando o time garante que jogará na capital, onde está a maior concentração de torcedores. “Jogar próximo da nossa torcida também aumenta a venda de produtos oficiais, como camisas e demais licenciados, já que as lojas em estádio sempre têm ótimo desempenho”, diz Luis Fernando Santos, vice-executivo do clube.

O departamento de marketing do Botafogo dividiu as arquibancadas do estádio em duas categorias, em breve três, para ter ingressos com preços diferentes e atender mais de um público. O objetivo é vender pacotes de entradas com antecipação, como fazem clubes europeus com season tickets. “Estamos encarando a arena como uma oportunidade de experimentar serviços, produtos e experiências pensadas em torno do estádio próprio. A ideia é aperfeiçoar os modelos que darão certo na Arena, em 2016, para o Nilton Santos, em 2017”, acrescenta Caio Araujo, gerente de negócios do Botafogo.

Fonte: Época Esporte Clube