Consórcio Engenhão anuncia cronograma das obras

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Vinte dias depois de o prefeito Eduardo Paes ter decretado no Diário Oficial o início das obras para reparo na cobertura do Engenhão, o consórcio que leva o nome do estádio anunciou o início do procedimento. Nesta segunda-feira, oficialmente, começou a correr o prazo de 18 meses estabelecido na divulgação do relatório elaborado pela comissão especial instaurada pela Prefeitura do Rio, e que hoje conta com a presença do vice-presidente de futebol do Botafogo, Chico Fonseca. Para os próximos dois meses estão previstas ações de infraestrutura da obra, como mobilização do canteiro e montagem das gruas que servirão de apoio aos operários. Só em setembro começará a desmontagem da cobertura.

Responsável pelo início da construção, o consórcio Racional Delta Recoma enviou comunicado para a prefeitura, solicitando mais tempo para analisar os documentos sobre os problemas no estádio. Para não atrasar ainda mais o processo, o consórcio Engenhão decidiu arcar com os custos e reivindicar na Justiça o ressarcimento dos valores investidos por eles em procedimentos que ficariam sob responsabilidade da Delta.

A Prefeitura e a RioUrbe não serão responsáveis por qualquer gasto e se colocam no direito de buscar seus direitos na Justiça. Uma das possibilidades é cobrar do consórcio Racional Delta Recoma e da empresa Alfa, responsável pelo projeto, danos pelo tempo em que o Engenhão ficará fechado.

– O município irá buscar o responsável por isso. Danos foram causados, efetivos diretos e danos morais à imagem da cidade. Ficamos sem o estádio por um tempo longo. Demos tempo para as empresas apresentarem suas defesas e é natural que o município busque o ressarcimento – disse Fernando Dionísio, procurador geral do Município.

Por enquanto, não há qualquer possibilidade de o estádio ser utilizado durante a reforma da cobertura. Nesse período, o Botafogo poderá continuar treinando no campo anexo, que também será utilizado como campo de treinamento para as seleções na Copa do Mundo de 2014. Já sobre a colocação das 15 mil cadeiras para as Olimpíadas de 2016, ainda não há previsão.

– Mas não impede que o estádio continue sendo utilizado para jogos. É uma estrutura provisória e não há problema de fazer mais na frente, pois não acarretará em novo fechamento – explicou o secretário de obras, Alexandre Pinto.

Responsável pelo consórcio Engenhão, o engenheiro Marcos Vidigal voltou a afirmar que o problema aconteceu por não-conformidade do projeto. Mesmo sem assumir a culpa pelo erro, as empresas responsáveis decidiram assumir a reforma.

– Apesar de não sermos os responsáveis pelo problema, tomamos a decisão de executar a obra para que cessem os  prejuízos que estão ocorrendo. É mais uma contribuição que estamos dando ao processo e depois tomaremos as medidas judiciais cabíveis para sermos ressarcidos por esses custos – afirmou Vidigal.

O Engenhão está interditado desde o dia 26 de março por não apresentar os requisitos mínimos de segurança para o público. Um relatório da empresa alemã SBP determinou que ventos acima de 63 km/h poderiam derrubar a cobertura do estádio, que foi inaugurado em 2007.

Confira o cronograma básico das obras no Engenhão:

Detalhamento do projeto – de junho de 2013 a novembro de 2013
Mobilização do canteiro de obras – de julho de 2013 a setembro de 2013
Montagem das gruas – de agostos de 2013 a outubro de 2013
Desmontagem da cobertura – de setembro de 2013 a  fevereiro de 2014
Escoramento da cobertura – de agosto de 2013 a outubro de 2013
Fabricação de peças – de agosto de 2013 a outubro de 2014
Reforço da cobertura – de dezembro de 2013 a novembro de 2014
Reforços dos arcos – de dezembro de 2013 a novembro de 2014

Fonte: Globoesporte.com

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