Com a sua volta à Série A garantida, a diretoria do Botafogo agora se esforça para aumentar suas receitas de televisão para montar um time para a elite do Brasileiro. O clube quer aumentar sua fatia na distribuição do pay-per-view, reduzindo a diferença do rival Fluminense, e tentará receber algo pelo Estadual-2016 já que está tudo antecipado. Haverá ainda negociação das dívidas.

“Vamos montar uma equipe compatível com a Séria A. Para isso, precisaremos de um orçamento neste patamar. Teremos que aumentar o investimento”, contou o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Silva, que não quis revelar valores do custo da atual equipe alvinegro. “Posso dizer que está bem abaixo da Série A.”

O dirigente sabe ser impossível igualar o gasto de equipes top da elite, mas entende que é possível achar mais espaço no orçamento do clube para dar um salto de qualidade. Uma das principais apostas é aumento de receita de tv e estabilizar os pagamentos das dívidas.

Outras negociações serão em relação às receitas. “Nosso problema é que a verba de tv do Carioca de 2016 foi integralmente antecipada pela gestão anterior. Então, vamos conversar para ver se dá para diluir isso”, contou o dirigente alvinegro. Mas esse é o último ano do contrato, o que dificulta a negociação.

Como compensação, o clube terá cota integral de tv do Brasileiro, segundo Silva. Mas ele reclamou do valor a que o clube tem direito em relação ao pay-per-view, alegando ser muito menor do que o montante do Fluminense.

“Estamos em 11º no ranking de distribuição. Mas a diferença para o 10º, que é o Fluminense, é muito grande. Foi surpreendente porque ficamos com valor bem menor. Entendemos que é uma questão de metodologia da pesquisa Ipobe e Datafolha”, questionou Silva.

Em relação aos débitos, o clube já tem pago R$ 1,2 milhão de dívidas trabalhistas por mês, e pretende acrescentar a isso R$ 400 mil em pendências com o governo por meio de adesão ao Prout. Outra fatia irá para credores privados, em valores significativos, com quem o clube começa a negociar agora.

Fonte: Blog do Rodrigo Mattos - UOL