DESFALCADO, BOTAFOGO VIRA COM GOLAÇO DE ELIAS NO FIM

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Desfalcado de vários jogadores importantes, entre eles Seedorf, Lodeiro e o goleiro Jefferson, o Botafogo virou o primeiro tempo derrotado por 1 a 0 por um Tigre que, em casa, deu o bote e abriu o placar logo com três minutos de jogo. Foi um baque para um time que tinha vários garotos, entre eles Hyuri, sensação contra o Coritiba, e Octávio, lançado por um ousado Oswaldo de Oliveira. Pois bem. O time não se abateu e voltou para o segundo tempo reservando emoções e uma grande surpresa. Empurrado pelos garotos, chegou ao empate com ele, justamente Octávio. E nos acréscimos, aos 46, Elias marcou um golaço de voleio que deu a vitória por 2 a 1 e devolveu a vice-liderança no fim do primeiro turno do Brasileirão.

Sim, o Botafogo de sangue novo agora tem 37 pontos ganhos, três a menos que o líder, o Cruzeiro, que derrotou o Flamengo por 1 a 0, no Mineirão. Melhor que isso, manteve a confiança na aposta do treinador de lançar mais garotos – Gegê também entrou bem na partida e se tornou nova opção para o treinador. Em contrapartida, o Tigre, com 23, caiu para o 11º lugar, com 23 pontos, e continuou próximo dos clubes que logo abaixo brigam para fugir do Z-4, a zona de rebaixamento.

Na 20ª rodada, primeira do returno, o Criciúma irá a Salvador encarar o Bahia na próxima quarta-feira à noite, na Fonte Nova. O Botafogo receberá no mesmo dia o Corinthians, no Maracanã.

Tigre surpreende

O Criciúma é daqueles times que sabem – e gostam – de usar bem o mando de campo como fator de pressão. A torcida é animada e empurra o time, que procura entrar sempre ligado. Foi exatamente assim, com o grito dos torcedores, que o Tigre precisou de míseros três minutos para dar o seu recado para o Botafogo. Méritos para Morais. O camisa 10 cumpriu com louvor a missão de garçom e deu o passe na medida. Méritos para Lins, que se antecipou a Dória para bater cruzado, sem defesa para Milton Raphael: 1 a 0.

Não há time que não sinta um gol logo de cara. Ainda mais o Botafogo deste domingo, sem sete titulares, entre eles Seedorf, e cheio de garotos. O técnico Oswaldo de Oliveira até ousou ao escalar o jovem Octávio no meio-campo, deixando a equipe mais ofensiva. Mas o time acabou prejudicado com o gol que tomou no começo. Logo após a vantagem no placar, o Criciúma se fechou direitinho, com muita competência, dando poucos espaços. Aí, nem Hyuri, sensação na partida contra o Coritiba, conseguia criar.

O jeito era bater de fora da área. Foi o que Renato fez, aos 24. Galatto espalmou, e Elias emendou de cabeça, para nova defesa do goleiro do Tigre. E o lance acordou um pouco a partida, àquela altura sonolenta. No contra-ataque, Lins,  pela direita, centrou na medida para Bruno Lopes, que se enrolou e não conseguiu bater. Poderia ter feito ali o segundo gol.

Estava clara, ali, a estratégia dos donos da casa. Jogar pelo lado direito de ataque, esquerdo do Botafogo. Julio Cesar perdia o duelo com Lins, e Dória não estava nos melhores dias para fazer a cobertura. O Botafogo tentava dar o troco, mas Octávio e Hyuri esbarravam na boa marcação do Tigre, que nem sentiu a saída do volante Serginho, contundido, para a entrada de Amaral, com corte moicano à lá Fábio Ferreira (ex-zagueiro alvinegro). Na partida, voava Morais, camisa 10 da equipe catarinense, responsável por mais dois lances: um chute perigoso de fora da área e um belo lançamento desperdiçado pelo ataque na direita. Melhor para o Botafogo.

Reação alvinegra

O Botafogo sabia que no segundo tempo precisaria mudar. Cometeu o mesmo pecado inicial ao entrar menos ligado que o Criciúma. O enredo quase se repetiu quando, com cinco minutos, Morais se aproveitou de bobeada de Edílson, ao atrasar bola no fogo para Bolívar, e só não marcou porque o próprio Edílson se recuperou e salvou. Parecia o estímulo do qual a equipe precisava. Huyri, a sensação contra o Coritiba, acordou e fez jogada individual. Ao chegar na entrada da área, bateu com perigo, por cima da meta. Pouco depois, aos 8,  Rafael Marques, pela direita, lançou o outro menino Octávio, que bateu de primeira, pela esquerda. A bola parou no fundo das redes: 1 a 1.

A partida esquentou. Os dois times se lançaram ao ataque. Com a marcação mais adiantada, o Botafogo se agigantou com três lances perigosos, que obrigaram Galatto a três boas defesas: o primeiro de Edílson, em tiro violento após grande arrancada pela direita, mesma arma de Renato e Marcelo Mattos, pelo meio. O goleiro do Criciúma já era, naquele momento, o destaque da partida e responsável pelo empate.

Com Weldon no lugar de Bruno Lopes, o Criciúma tentou melhorar o poder ofensivo. O Tigre voltou a se lançar ao ataque, e Gilson só não marcou após bom passe de Morais porque adiantou demais a bola. Depois, novamente o camisa 10 participou bem, ao tocar para Lins bater de fora da área, obrigando Milton Raphael a boa defesa.

Os técnicos voltaram a mexer. Oswaldo de Oliveira trocou Julio Cesar por Alex, recuando Gegê para a lateral. Depois, se arrependeu e trocou o cansado Hyuri por Lima, devolvendo Gegê para o setgor ofensivo. Sílvio Criciúma sacou Morais, o melhor do time, para pôr André Gava. O camisa 10 dava sinais de cansaço. Bom para o Botafogo. Aos 46, o voleio de Elias no ângulo deu a vitória que o time precisava. Calou a animada torcida no Majestoso, como é conhecido o Heriberto Hülse. E deixou mais empolgados os alvinegros para o returno. A briga pela ponta continua firme.

FICHA TÉCNICA
CRICIÚMA 1 X 2 BOTAFOGO

Local: Heriberto Hülse, em Criciúma (SC)
Data-Hora: 8/9/2013 – 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA)
Auxiliares: Marcelo Bertanha Barison (RS) e Márcio Gleidson Correia Dias (PA)
Gols: Lins 3’/1ºT (1 a 0); Octávio 8’/2ºT (1 a 1), Elias 46’/2ºT (1 a 2)
Cartões Amarelos: Amaral, Serginho (CRI); Marcelo Mattos (BOT)
PÚBLICO E RENDA: 12.295 pagantes e R$ 201.790

CRICIÚMA: Galatto; Sueliton, Ewerton Páscoa, Leonardo e Gilson; Serginho (Amaral, 33’1º/T), Elton e Morais (André Gava 35’/2ºT); Lins, Marcel e Bruno Lopes (Weldon, 17’/2ºT) – Técnico: Sílvio Criciúma.

BOTAFOGO: Milton Raphael; Edilson, Bolívar, Dória, Julio Cesar (Alex, 35’/2ºT); Marcelo Mattos, Renato, Hyuri (Lima, 41’/2ºT), Octávio (Gegê, 30’/2ºT) e Rafael Marques; Elias – Técnico: Oswaldo de Oliveira.



Fonte: Globoesporte.com (texto) e Lancenet! (ficha)
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