O Botafogo segue buscando ‘arrumar a casa’ e tentar equilibrar as contas. O clube, que chegou a ter dívidas acumuladas em R$ 850 milhões, se vê com um redução gradual dos débitos, com mais de R$ 100 milhões já pagos para quitar tais dívidas.

O vice-presidente jurídico do clube, Domingos Fleury, detalhou o pagamento das dívidas do clube em entrevista ao Globoesporte.com. Para o dirigente, em relação a 2015, quando a diretoria de Carlos Eduardo Pereira assumiu o clube, o momento é de maior tranquilidade.

“Acho que sim, o pior já passou. Embora 2018 seja um ano desafiador, nada que se compare a 2015. A gente chegou aqui sem nada e sem orçamento. O Botafogo ficou 40 dias sem movimentar a conta bancária porque não tinha dinheiro. Começar do zero é muito mais difícil. ‘Ah, em 2018 terá menos dinheiro que 2017’. Tudo bem, mas terá dinheiro livre para trabalhar. Em 2015 não tinha nenhum e precisava desbloquear penhoras para ter algo. Agora é menor, mas é um dinheiro que não se tinha. Sem dúvidas, 2015 foi o pior ano”, declarou Fleury.

O dirigente, que será mantido no cargo com a entrada de Nelson Mufarrej, explicou a diminuição de dívidas no Botafogo. Um dinheiro que poderia até ser investido no time, mas que acabou sendo destinado a reduzir déficit no clube.

“Nosso endividamento total quando assumimos era de R$ 850 milhões. Agora caiu para R$ 740 milhões. Foram R$ 48 milhões do Ato Trabalhista, R$ 41 milhões de dívidas cíveis e o resto, uns R$ 21 milhões, do Profut, que começou só em 2016. Juntando isso, dá mais de R$ 100 milhões. Imagina se tivéssemos R$ 100 milhões para investir no futebol. Poderíamos ter feito um timaço, muito mais qualificado e poderíamos ter resultados melhores. Mas tem que ser assim para manter o clube funcionando. Nossa preocupação foi a de não deixar que um desses processos anulasse nossas cotas de TV, que é nossa única fonte fixa de valor substancial”, disse.

Fonte: Torcedores.com e Globoesporte.com